Triplex de Lula é arrematado por R$ 2,2 milhões em leilão virtual

Triplex de Lula é arrematado por R$ 2,2 milhões em leilão virtual

"Imóvel e moveis (armário e camas) em bom estado de conservação, com exceção dos moveis da área externa (coifa e armários), que apresentam sinais de desgaste e ferrugem", explica a Marangoni Leilões na página que destaca que o tríplex tem localização privilegiada, em frente da praia, no bairro Jardim Astúrias e que atualmente está desocupado. O único lance foi dado nos últimos minutos do leilão online, que terminou às 14h desta terça-feira. Segundo o cadastro no site responsável pela concorrência, o comprador é de Brasília. Ele também deverá pagar 5%, ou R$ 110 mil, de comissão para o leiloeiro.

Então, o imóvel será leiloado com lance mínimo de 80% do valor atual.

O leilão foi realizado em modalidade virtual e teve início no dia 16 de março. O juiz Sérgio Moro cancelou a proposta, de acordo com os organizadores. A assessoria de imprensa do site Superbid, que faz a gestão do leilão eletrônico, confirma a veracidade do lance, mas não diz não poder compartilhar informações sobre a empresa ou pessoa física responsável pelo perfil. Tem 297 metros quadrados, sendo 215 como área privativa e 82 em área comum.

"Existe um elevador que integra os três andares, sendo que não foi possível verificar seu funcionamento visto que a luz da unidade não esta ligada". Deste valor, uma parte teria sido utilizada para o armazenamento, entre 2011 e 2016, de presentes que Lula recebeu durante os mandatos como presidente.

O apartamento na cidade de Guarujá (SP) rendeu a Lula uma condenação a 12 anos e 1 mês por corrupção passiva e que resultou em sua prisão, em 7 de abril. Segundo a defesa de Lula, a decisão dessa penhora, pela própria Justiça, comprovaria ser a OAS a verdadeira dona do triplex, e não o ex-presidente.

Já na capital federal, o ex-presidente responde por suposto crime de tráfico de influência no BNDES para favorecer a Odebrecht, por suposta tentativa de obstrução à Justiça no episódio que levou o ex-senador Delcídio do Amaral à prisão, por tráfico de influência na compra de caças suecos da Saab e por supostamente ter favorecido montadoras com a edição de medida provisória em 2009.

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