Temer cogita desistir da reeleição e apoiar um candidato de centro

Temer cogita desistir da reeleição e apoiar um candidato de centro

"Se nós quisermos ter o centro, não podemos ter 7 ou 8 candidatos. A classe política precisa se mobilizar para que escolha um nome de centro".

Na entrevista ao programa "Poder em foco", que foi ao ar na noite deste domingo, no SBT, Temer reafirmou que pode abrir mão de sua candidatura à reeleição para apoiar um nome de "centro".

O Presidente brasileiro citou os pré-candidatos Geraldo Alckmin, Flávio Rocha, Afif Domingos e Paulo Rabelho de Castro como possíveis para representarem os partidos do centro.

Joaquim Barbosa, negro de origem humilde e que teve uma forte popularidade quando foi relator de um julgamento sobre um escândalo de suborno que ocorreu no Governo do ex-Presidente Lula da Silva, apareceu nas últimas sondagens como um dos candidatos que tem hipóteses de vencer as eleições. O Presidente brasileiro disse que não acredita que o antigo magistrado terá sucesso na corrida presidencial apenas "por ser negro ou porque era pobre". Nem ser presidente porque foi pobre. Eu tive uma infância, parece que não, mas eu para ir à escola andava 6 km, para ir e para voltar. "Não é esta razão que vai fazer com que fulano seja ou não seja presidente", argumentou. Mas não se sentiu confortável em falar sobre o assunto.

Prestes a ser denunciado pela terceira vez ao Supremo Tribunal Federal por corrupção, Michel Temer admitiu que parte da reforma da casa de sua filha Maristela Temer foi paga pela mulher do coronel Lima, alvo de investigações e inquérito da Lava-Jato. "Eu lamento que estejamos conversando sobre isso ao invés de conversarmos sobre o Brasil", afirmou.

Em relação a sua amizade com o coronel na reserva João Baptista Lima Filho, Temer ressaltou que o conhece desde 1984 e que ambos têm uma relação de fraternidade, amizade, e que nunca negou esse fato.

A PF ouviu fornecedores de serviços contratados para a obra.

Na entrevista, que foi gravada na última sexta-feira, 4, Temer disse que "foi uma reforma regularmente paga, regularmente esclarecida. Eu não tenho a informação do depoimento que [Maristela Temer] deu, mas eu sabia que era tudo para o melhor", disse Temer.

Sobre a recuperação da economia, Temer afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2018 dificilmente chegará a 3% - previsão inicial da equipe econômica.

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