Roberto Carlos lamenta morte do cineasta Roberto Farias: 'Um cara muito bacana'

Roberto Carlos lamenta morte do cineasta Roberto Farias: 'Um cara muito bacana'

O cineasta Roberto Farias morreu nesta segunda-feira, 14, no Rio, aos 86 anos, confirmou a Academia Brasileira de Cinema (ABC), entidade da qual ele foi um dos fundadores e dirigiu nos últimos onze anos. De acordo com informações da direção do Canal Brasil, do qual era sócio-fundador, o cineasta lutava contra um câncer. Desse convívio, nasceu uma amizade e um respeito muito grande entre nós.

Ao mesmo tempo em que associava a tradição do cinema novo à busca por um público amplo, a distribuidora deva sequência a uma fértil associação com Os Trapalhões, que garantia a possibilidade de outros filmes, de menor alcance, conseguirem distribuição decente. Sintonizado com o cinema dos anos 1950, volta-se ao filme policial, do qual se torna um dos grandes artesãos brasileiros com "Cidade Ameaçada" (1960) e, sobretudo, "Assalto ao Trem Pagador" (1962).

Em nota, a Diretoria Colegiada da Ancine expressou "profundo pesar" pelo falecimento do diretor e que "se solidariza com os amigos e familiares de Roberto Farias, com a certeza de que sua obra permanecerá como referência e inspiração para o cinema nacional".

Até 1986, o cineasta continuaria a dirigir filmes.

Em 1982, Roberto Farias foi um dos primeiros cineastas a testar a censura e a abertura política com a realização de Pra Frente, Brasil, um thriller político sobre os porões da tortura, que se passava durante os fogos de artifícios da Copa do Mundo de 1970. "Com ele na Embrafilme, os filmes conseguiram o maior market share até então, 33%", Peregrino lembra, citando longas como Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Xica da Silva (1976) e A Dama do Lotação (1978).

Dirigiu três chanchadas, quatro dramas, um filme com os Trapalhões, uma comédia de costumes (Toda Donzela Tem Um Pai Que É Uma Fera) e um documentário, O Fabuloso Fittipaldi.

Também trabalhou na TV, onde dirigiu minisséries como "As Noivas de Copacabana" e "Memorial de Maria Moura".

Paralelamente à carreira de cineasta, Roberto Farias teve uma intensa participação como distribuidor e gestor. Seu legado para o cinema brasileiro é imenso.

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