PF exibe dinheiro de desvios apreendido na Operação Prato Feito

PF exibe dinheiro de desvios apreendido na Operação Prato Feito

A Operação Prato Feito foi deflagrada nesta quarta-feira, 9. Um deles foi o prefeito Artur Parada Prócida (PSDB).

Em São Bernardo, foram cumpridos oito mandados. "A atual gestão segue o padrão rigoroso da legalidade nos certames licitatórios", afirmou a Prefeitura de Barueri, na nota. Diz ainda que não foi alvo da operação. Segundo a CGU (Controladoria Geral do Município), prefeitos e secretários municipais de Educação eram procurados com propostas de vantagens ilícitas em troca da terceirização da merenda nas escolas. Lippi aponta que houve um inquérito instaurado pela Polícia Federal que investigou supostas irregularidades praticadas pela empresa prestadora de serviço durante os anos de 2010, 2011 e 2012, que acabou não encontrando nenhum tipo de irregularidade. De acordo com a CGU, a ação visa investigar a atuação de associações criminosas compostas por empresários, lobistas e agentes públicos para fraudar licitações e desviar recursos públicos da área de educação em prefeituras, principalmente da merenda, transferidos por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Na cidade de Mauá, região metropolitana de São Paulo, os valores de R$ 588.417,00 e R$ 87.000,00 foram apreendidos em residências de políticos locais. Por essa razão, segundo a assessoria do órgão, ele deverá ser indiciado por lavagem de dinheiro e permanece preso na carceragem do prédio.

De acordo com a PF, são 154 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos preventivos de agentes públicos e decisões de suspensão de contratação com o poder público referentes a 29 empresas e sócios. Ao pedir autorização para vasculhar endereços dos alvos da Prato Feito, a PF assinalou: "também é de suma importância que sejam expedidos mandados de busca e apreensão nas residências e empresas dos principais investigados e nas Prefeituras a fim de que sejam colhidas as provas e para possibilitar que os policiais adentrem os locais para dar cumprimento às prisões, caso sejam deferidas". No total, a estimativa é que 65 contratos suspeitos tenham envolvido mais de R$ 1,6 bilhão.

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