Petrobrás tem lucro de R$ 7 bilhões no primeiro trimestre

Petrobrás tem lucro de R$ 7 bilhões no primeiro trimestre

A Petrobras teve lucro líquido de R$ 6,96 bilhões no primeiro trimestre, alta de 56,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, informou a empresa nesta terça-feira. Segundo a Petrobras, este é o melhor resultado trimestral desde o início de 2013, quando a empresa havia lucrado R$ 7,69 bilhões. "Nosso objetivo, e ainda há muito o que fazer, é chegar a dezembro com uma empresa que tem indicadores de segurança entre os melhores do nosso setor, financeiramente equilibrada e com sua reputação recuperada", disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

Em 2017, o número foi de R$25,25 bi contra R$25,67 bilhões no primeiro trimestre deste ano.

Além do aumento no lucro líquido, a Petrobras também registrou aumento no Ebita (lucro de juros antes de juros, depreciações, amortização e impostos). A distribuição para os acionistas não era feita pela Petrobras desde 2014.

Vale destacar que a produção total de petróleo e gás natural da Petrobras no 1T18 foi de 2.680 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2.582 mil boed no Brasil, 4% inferior em relação a 2017, refletindo, principalmente, as paradas programadas e o desinvestimento em Lapa. Estatal atribui resultados a aumento na margem de exportação e venda de ativos De acordo com a estatal, o resultado é uma consequência da cotação do petróleo brent, que resultou no aumento da margem para exportação de petróleo e maior lucro com a comercialização de derivados a partir da política de preços implementada. Assim, a margem Ebitda foi de 0,1% para 8%.

O lucro líquido da Petrobras no primeiro trimestre de 2018 foi de R$ 6,96 bilhões, 56% superior ao resultado do primeiro trimestre de 2017.

O lucro operacional foi de 17,82 bilhões de reais no primeiro trimestre de 2018, alta de 25 por cento ante o primeiro trimestre de 2017, com destaque para o início da produção no campo de Búzios, avanço físico na construção de plataformas que serão instaladas no Brasil, crescimento de 4 por cento nas exportações, menores despesas gerais e administrativas e menores gastos com ociosidade de equipamentos.

Por fim, a produção de derivados no Brasil caiu 7%, enquanto a venda doméstica reduziu 9% na comparação anual, totalizando 1.679 mil barris por dia (bpd) e 1.768 mil bpd, respectivamente, devido ao aumento da importação de terceiros e perda de participação de mercado da gasolina para o etanol.

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