Parentes dizem "não ter estrutura" para outra prisão de Paulo Preto

Parentes dizem

O Ministério Público Federal pediu nova prisão do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, apontado como um dos operadores de um esquema de corrupção envolvendo governos do PSDB no Estado de São Paulo.

Souza teve a prisão preventiva, que cumpria desde abril, relaxada por efeito de liminar em habeas corpus concedida na sexta-feira (11) pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Para a procuradora Adriana Scordamaglia, "não há justificativa para a sua ausência". O ex-diretor da Dersa foi acusado de incluir 1,8 mil falsos beneficiários de desapropriações em função das obras do trecho Sul do Rodoanel, da Avenida Jacu-Pêssego e das obras de ampliação da Marginal Tietê.

"Deixar passar em branco tal desídia significa desacreditar que a Justiça de Primeira Grau tem extremado valor para todo o sistema jurídico brasileiro", afirma. O ministro atendeu à solicitação parcialmente, determinando que o juiz responsável pelo processo na primeira instância analisasse previamente as respostas de Souza à acusação antes de realizar a oitiva. "Assim, surgindo fato novo, independente dos já declinados no pedido de prisão preventiva que ainda persistem, o MPF manifesta-se pela nova decretação da prisão preventiva do acusado para garantia da instrução processual, da ordem pública e conveniência da mesma". Uma pessoa teria abordado a ex-funcionária terceirizada da Dersa na rua e dito "você é o arquivo vivo da Dersa e cuidado para não ser o arquivo morto".

"Assim, como a presente audiência foi marcada para instrução, interrogatório e julgamento, não se fazia necessária a presença do Sr".

Paulo Vieira de Souza é investigado ao lado do senador José Serra (PSDB-SP) em inquérito em trâmite no STF.

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