Palestinos enterram mortos após dia mais sangrento de protestos em Gaza

Palestinos enterram mortos após dia mais sangrento de protestos em Gaza

O diplomata búlgaro lembrou que o dia de ontem, no qual pelo menos 60 pessoas morreram, foi o mais violento em Gaza desde a guerra de 2014.

O tom da imprensa israelense e norte-americana é semelhante: a ação é definida como "tragédia na Faixa de Gaza e festa em Israel". O Exército israelense também disparou gás lacrimogêneo em reação ao lançamento de pedras. "Uma tentativa de se aproximar ou atravessar ou danificar a cerca não representam uma ameaça à vida ou a ferimentos graves e não são motivos suficientes para o uso de munição real", disse o porta-voz do ACNUDH.

"Novamente, pedimos investigações independentes e transparentes em todos os casos de morte e feridos desde 30 de março".

Segundo as últimas informações, 61 palestinos foram mortos nos confrontos e mais de 2,7 mil ficaram feridos.

Um bebé de oito meses morreu na sequência da inalação de gás lacrimogéneo, durante os confrontos de segunda-feira, na Faixa de Gaza. Grupos de direitos humanos disseram que as ordens abertas do Estado de Israel a suas tropas são ilegais sob a lei humanitária internacional. Segundo o mais recente balanço do Ministério da Saúde de Gaza, morreram já 60 pessoas durante os protestos contra a transferência da embaixada dos EUA de Telavive para Jerusalém.

A onda de violência começou com a inauguração da embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém - cidade considerada sagrada por cristãos, judeus e muçulmanos e alvo de disputa entre palestinos e israelenses.

O enviado especial da ONU ao território palestiniano, Michael Lynk, alerta, por seu turno, que "este flagrante uso excessivo de força por Israel tem que acabar, e tem que haver verdadeira responsabilidade para os que, no comando militar e político, ordenaram ou permitiram que esta força fosse usada, mais uma vez, na Faixa de Gaza", de acordo com declarações divulgadas numa nota da ONU.

A Venezuela apoia a "justa causa do povo palestiniano e do seu direito de regressar aos territórios que historicamente lhe pertenceram" e une-se "à dor e ao luto" dos familiares das vítimas, fazendo ainda "votos de pronta recuperação dos milhares de afetados", indicou.

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