MPT cobra 'representatividade racial' em novela que se passa na Bahia

MPT cobra 'representatividade racial' em novela que se passa na Bahia

A próxima novela das 21h, Segundo Sol, ainda nem estreou e já causa polêmica por não ter escalado um número normal de atores negros para a trama - que se passa em Salvador, na Bahia, onde a população é em maioria negra.

A recomendação estabelece ainda 1 conjunto de ações a ser tomado para que a igualdade racial seja respeitada não somente no elenco da novela, mas em todo o ambiente de trabalho da Rede Globo.

O Ministério Público do Trabalho enviou uma notificação recomendatória de 12 páginas.com um prazo de 45 dias, para a emissora levar o folhetim a "respeitar a diversidade racial" da cidade em que é ambientado. Ainda no documento, consta outras recomendações, como a criação de um plano de inclusão, e igualdade de remuneração nas relações trabalhistas.

Em novembro de 2017, a Globo se viu num escândalo de racismo protagonizado pelo jornalista William Waack disse "é preto, coisa de preto" sobre buzinaço durante um ao vivo nas eleições dos EUA.

A Globo emitiu um comunicado em que admite que "temos uma representatividade menor do que gostaríamos e vamos trabalhar para evoluir com essa questão", mas, aparentemente, só o comunicado não foi suficiente e o Ministério Público do Trabalho (MPT) resolveu intervir. Caso a Rede Globo não cumpra, o órgão alerta que poderá ajuizar ação judicial. "O Estatuto da Igualdade Racial recomenda ao Poder Público a promoção de ações que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para a população negra, inclusive mediante a implementação de medidas visando à promoção da igualdade nas contratações do setor público e o incentivo à adoção de medidas similares nas empresas e organizações privadas", diz parte da notificação enviada na sexta-feira (11).

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