Marcelo: "São acontecimentos graves que não podemos banalizar"

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Marcelo, que hoje acompanhou Marie-Louise Coleira Preca numa visita ao Santuário de Fátima, disse ter mostrado um documento à chefe de Estado maltesa que demonstrava que, no século XIX, havia apenas 20 portugueses em Malta. "São acontecimentos graves, que não podemos banalizar". "E nós estamos mais interessados porque começa a haver uma comunidade [portuguesa]", disse Marcelo Rebelo de Sousa em Fátima, no final da visita oficial da Presidente de Malta a Portugal.

"Temos de ter noção de que é fundamental, para o próprio futebol e para o desporto, que se perceba que o clima criado ao longo dos tempos - e que foi debatido no Parlamento - não pode nem deve continuar sob pena de uma escalada que vai destruir o desporto português", disse o Presidente da República.

O Presidente da República lembrou que "há uma constituição, há leis, há um clima de serenidade que é preciso criar", afirmando que "não pode haver dois Portugais", com "um que viva à margem do estado democrático". São más para o desporto português e para a sociedade.

"Tive o sentimento de alguém que se sente vexado pela imagem projetada por Portugal no Mundo".

"Estes acontecimentos potencialmente criminosos são coletivos, não é uma realidade isolada, têm um contexto, que é o aumento da violência no desporto português, sobretudo no futebol profissional", acrescentou.

"Para mim, uma coisa é óbvia: é que não podemos fazer de conta".

Depois de ter sido questionado esta quarta-feira, pela Lusa em Leiria, sobre se estaria presente na final que vai opor Sporting a Desportivo das Aves, Marcelo respondeu que "não queria dizer mais nada". As buscas e as agressões ocorridas no dia 15 de Maio na Academia de Alcochete fazem com que o Presidente da República veja a presença ao lado de Carvalho como "um incómodo" e algo que "não é do inteiro agrado" do chefe de Estado, indica o Jornal Económico.

"Não podemos fazer de conta como muitas vezes fazemos". Este é momento de travar a escalada.

À noite, um grupo de adeptos fez uma vigília em Alvalade para apoiar os jogadores.

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