Jogadores do Sporting Lisboa são agredidos por torcedores

Jogadores do Sporting Lisboa são agredidos por torcedores

"Não posso aceitar que a segunda figura do Estado tenha sido mais taxativo e belicista, fazendo-me uma crítica violentíssima, não tendo a mínima noção do cargo que ocupa e da sua condição de sócio do Sporting Clube de Portugal". O líder dos verdes e brancos utiliza este argumento para demonstrar que as "regras e princípios" que o norteiam tornam impossível que seja "responsável por um acto hediondo como aquele que foi cometido na Academia do Sporting na passada terça-feira", referindo-se às agressões aos jogadores e equipa técnica do Sporting.

Um grupo de aproximadamente 50 torcedores invadiu o centro de treinamento do Sporting, agredindo jogadores e comissão técnica e agravando a crise em todos os níveis do clube lisboeta.

No mesmo dia, Marcelo Rebelo de Sousa disse sentir-se "vexado" com os incidentes e questionado sobre se vai no domingo à final da Taça de Portugal, no Jamor, o Presidente da República respondeu apenas: "Para já não quero dizer mais nada".

Bruno de Carvalho admitiu ter pedido desculpa aos jogadores do Sporting e acusa ter sofrido "um linchamento" que se estendeu à sua família.

Bruno de Carvalho ainda admitiu que foi decepcionante para a torcida a equipe não ter conseguido conquistar a classificação para a Liga dos Campeões, mas enfatizou que nada justifica os atos violentos da última terça. A SÁBADO teve acesso ao comunicado integral enviado esta manhã pelo presidente do Sporting.

"Isto é um caso gravíssimo que põe em causa o desporto português, põe em causa o Sporting Clube de Portugal e põe em causa o próprio país", afirmou na quarta-feira Ferro Rodrigues, que é igualmente sócio do clube de Alvalade há 68 anos, tendo entretanto recusado fazer novos comentários à anunciada intenção de processo por parte de Bruno de Carvalho.

O presidente do Sporting explicou que não esteve, como tinha prometido, com os jogadores de futebol na terça-feira em Alcochete, por estar em reuniões com advogados, relacionadas com as notícias da existência de corrupção no andebol sportinguista.

Na sequência do ataque, a GNR deteve 23 suspeitos, apreendeu cinco viaturas ligeiras, vários artigos relacionados com os crimes e recolheu depoimentos de 36 pessoas, entre jogadores, equipe técnica, funcionários e vigilantes ao serviço do clube.

Segundo um comunicado do juiz de instrução criminal do tribunal do Barreiro, distribuído cerca das 20h15 de quarta-feira, os arguidos foram "devidamente identificados e tomaram conhecimento dos factos que lhes são imputados".

Artigos relacionados