Haddad e outros 4 são denunciados por crime eleitoral

Haddad e outros 4 são denunciados por crime eleitoral

O promotor eleitoral Luiz Henrique Dal Poz denunciou nesta quinta-feira, 10, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) por crime eleitoral no âmbito da Operação Cifra Oculta.

Se a Justiça aceitar a denúncia, o ex-prefeito de São Paulo e os demais acusados se tornarão réus por falsidade ideológica para fins eleitorais. Segundo ele, na fase de investigação ficou mais do que provado que os pagamentos referentes a serviços gráficos não correspondiam a sua campanha eleitoral. "Haddad vai se defender perante a Justiça Eleitoral", disse a assessoria do petista. Segundo o promotor disse para a TV Globo, "houve omissão e inserção de elementos inidôneos na prestação de contas para a campanha municipal em 2012".

Lula cumpre desde o passado dia 7 de abril, na sede da Polícia Federal de Curitiba, uma pena de 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, imposta em janeiro por um tribunal de segunda instância.

A denúncia narra que R$ 3 milhões teriam sido negociados com o empresário Ricardo Pessoa, da UTCa, e depois repactuados para R$ 2,6 milhões.

De acordo com o promotor, o pedido de contribuição foi renegociado para R$ 2,6 milhões. A defesa de Haddad negou, em jota, a existência de irregularidades. "Podemos afirmar desde logo que não há qualquer elemento que sugira que os valores tratados por Ricardo Pessoa tenham sido empregados em sua campanha. Todos os interesses da UTC na cidade de São Paulo foram contrariados pela gestão Haddad".

Segundo o advogado criminalista Luiz Flávio Borges D´Urso, defensor de Vaccari, seu cliente "jamais foi tesoureiro de campanha e nunca solicitou qualquer recurso para campanha de quem quer que seja".

João Vaccari, ex-tesoureiro do PT, também está entre os denunciados.

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