Greve fecha quatro das 11 salas de cirurgia do Hospital S. João

Greve fecha quatro das 11 salas de cirurgia do Hospital S. João

Os trabalhadores do setor público da saúde iniciaram hoje às 00:00 uma greve nacional de dois dias, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP).

O protesto pretende exigir a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

Recorde-se que esta paralisação abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde de todo o país, incluindo o distrito de Viseu.

"No turno da noite, de acordo com as informações que tivemos até às 07:30, a adesão era superior a 70% nos hospitais do Faial, São Miguel, Viana do Castelo, Aveiro (que está acima dos 90%), em Portimão, Faro e em São José, em Lisboa, por exemplo", disse o secretário-geral da SINTAP, José Abraão, em declarações à agência Lusa.

Para o sindicalista, os números da adesão devem-se ao facto de "a grande maioria das pessoas ter medo de perder o seu posto de trabalho", situação que Carlos Lopes considerou "compreensível".

Até agora, a proposta apresentada pelo Governo "nem sequer prevê o descongelamento das carreiras e a contagem do tempo dos contratos individuais de trabalho para efeitos de progressão", referiu.

A paralisação nacional prolonga-se até às 24h00 de quinta-feira.

Segundo o secretário-geral do Sintap, o sindicato foi convocado para uma reunião na próxima sexta-feira para continuar as negociações do contrato colectivo de trabalho, que já está a ser negociado "há seis anos, sem qualquer tipo de resultados".

Maria Lourenço, utente, que desconhecia que os trabalhadores do setor público da Saúde iriam estar hoje em greve, afirmou que a sua consulta programada para hoje não foi cancelada, apesar de "não ter visto" as habituais funcionárias no atendimento.

Já na próxima semana, são os sindicatos médicos que têm uma greve de três dias agendada, para dias 8, 9 e 10.

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