Fachin arquiva inquérito da Lava Jato que investigava Valdir Raupp

Fachin arquiva inquérito da Lava Jato que investigava Valdir Raupp

Em depoimento, Baiano disse que, em 2009, Valdir Raupp fez tráfico de influência para a empreiteira gaúcha Brasília Guaíba obter negócios com a Petrobras em troca de recebimento de doações para campanha eleitoral de 2010 ou 2012.

Ao todo, foram 18 anos de investigações, sendo 14 no Supremo Tribunal Federal, de supostos crimes de associação criminosa, estelionato, crime contra o sistema financeiro nacional e fraude em licitação. Mas a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entendeu não haver provas contra o parlamentar, corroborando as conclusões de um relatório da Polícia Federal (PF). Assim, Fachin, que é o relator da Lava-Jato no STF, determinou o fim do processo. Mas ele destacou que as investigações poderão prosseguir "caso futuramente surjam novas evidências". A decisão beneficiou também o empresário André Loiferman, dono da Brasília Guaíba, investigado no mesmo inquérito que o senador.

O inquérito também foi instaurado com base nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Dodge também afirmou que não há coleta de provas pendentes e que, portanto, não existem elementos mínimos para a continuidade do inquérito ou apresentação de denúncia.

"A Petrobras informa que não há registro de contratação da Construtora Brasília Guaíba com a estatal, nem mesmo por meio de consórcio", escreveu Dodge, acrescentando: "Ocorre que, mesmo com a atuação de Valdir Raupp, o projeto da Brasília Guaíba não foi contratado pela Petrobras". O jornal, por fim, que Raupp responde a mais uma ação penal e sete inquéritos no STF, a maior parte no âmbito da Lava-Jato e seus desdobramentos.

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