Economia encolhe 0,13% no primeiro trimestre

Economia encolhe 0,13% no primeiro trimestre

Para o Goldman Sachs, os números fracos da atividade econômica no primeiro trimestre deste ano, conforme revelado pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), já é um sinal de incômodo com a eleição de outubro, revela um relatório enviado a clientes nesta quarta-feira (16). O resultado foi impulsionado pela retração de 0,74% somente no mês de março, conforme os dados da autoridade monetária.

A economia brasileira encolheu mais que o esperado em março, fechando o primeiro trimestre com contração de 0,13 por cento, reforçando a onda de piora no cenário de atividade do país para o ano ao corroborar a fraqueza neste início de ano em meio ao mercado de trabalho debilitado e à cena política que afetam a confiança.

O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Na época, houve baixa de 0,03% do IBC-Br no trimestre encerrado em julho. A previsão atual do BC para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março.

Considerando apenas os primeiros trimestres de cada ano, o recuo deste ano é o primeiro desde 2016, quando houve retração de 1,60%.

Já o Ministério da Fazenda projeta PIB de 3,0% em 2018. No Ibre/FGV, a estimativa é de aumento de 0,3%, enquanto o Banco MUFG do Brasil aguarda 0,4%. Em 12 meses, a expectativa de crescimento é de 1,05%.

A média móvel trimestral do IBC-Br teve baixa de 0,50% em março, na série com ajuste sazonal. Em janeiro, o índice foi de -0,65% para -0,66%. Para a maioria que acredita numa última poda de 0,25 ponto, para 6,25%, o elemento mais forte de convicção é o de que não promover esse último corte na taxa básica contrariaria a linha de comunicação até agora reafirmada sem ambiguidades pelo BC.

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