Dólar encosta em R$ 3,60 e acumula valorização de 2,62% no mês

E, diante de temores de que o Fed pode elevar mais os juros nos Estados Unidos, os investidores tendem a migrar para a maior economia do mundo atrás de rendimentos com baixíssimo risco.

O dólar fechou a sessão desta terça-feira (8) em alta, marcando o segundo pregão consecutivo, sendo cotado a R$ 3,57. Na véspera, o dólar alcançou R$ 3,5705.

Às 10h50, a moeda norte-americana subia 0,84% e era comercializada a R$ 3,59.

Educação Financeira: Por que o dólar turismo é mais caro que o comercial? Além disso, o rendimento dos Treasuries dos Estados Unidos de 10 anos estava em 3%, nível que no começo do mês passado reacendeu os temores de mais juros pelo Fed.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciará nesta terça-feira se vai retirar seu país do acordo nuclear firmado com o Irã em 2015 ou se o manterá filiado e trabalhará com aliados europeus que vêm se empenhando em convencê-lo de que o pacto conseguiu frear as ambições nucleares de Teerã. Isso alimentou temores de que a produção e exportação de petróleo iraniano sejam afetadas, o que elevaria os preços da commodity.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

Se mantiver e vender esse volume diário até o final do mês, o BC terá rolado integralmente os US$ 5,650 bilhões que vencem no mês que vem e terá colocado o equivalente a US$ 2,8 bilhões de adicionais.

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