Confrontos entre Gaza e Israel deixam 55 mortos e 2200 feridos

Houve manifestações contra Israel em Istambul e na capital Ancara.

Os militares israelitas, que têm estado sob forte criticismo internacional pelo uso excessivo da força contra manifestantes desarmados, garantiram que o Hamas tentou bombardeá-los e alvejá-los, a coberto dos protestos, e divulgaram vídeos que mostravam os palestinianos a cortarem partes da fronteira constituída por arame farpado. Um dos mortos era um adolescente de 14 anos, informaram as mesmas fontes.

A última vítima foi identificada como Omar Abu al Fool, de 30 anos.

Do total de feridos, mais de 918 foram atingidos por munição real, cinco receberam tiros de balas de borracha, 98 sofreram ferimentos de estilhaços, 196 apresentam sinais de pancadas e contusões e mais de 700 foram atendidos por asfixia causada por inalação de gás lacrimogéneo.

"O Hamas está disfarçando ações terroristas, a intenção de penetrar em território israelense, de manifestações pacíficas que leva mulheres e crianças e que são colocadas na primeira fila", denunciou o militar, pedindo que os habitantes de Gaza que não se aproximem da cerca na qual o Hamas os empurra.

O Hamas afirmou ontem que planejava novos protestos na Faixa de Gaza. Em nota, o Exército israelita acusou os islamitas de "dirigirem uma operação terrorista sob a cobertura da multidão em dez localidades de Gaza".

"As forças de segurança de Israel devem exercer a máxima contenção no uso de fogo vivo".

Ontem, Donald Trump e Benjamin Netanyahu, protagonistas no episódio da mudança da embaixada americana, celebraram no Twitter a data.

"Que dia glorioso para o povo de Israel e o Estado de Israel", disse Netanyahu em discurso. "Um dia maravilhoso", respondeu o primeiro-ministro. "Estou particularmente preocupado hoje pelas notícias do que se passa em Gaza, com um elevado número de pessoas mortas", disse Guterres em Viena.

"Lembrem desse momento. O presidente Trump, ao reconhecer a história, fez história". A motivação mais profunda dos protestos é a crueza da vida em Gaza, onde o bloqueio de Israel é uma condenação à pobreza e à perda de uma geração.

"A verdade e a paz estão interconectadas".

As autoridades de saúde palestinianas pediram ao Egito que enviem medicamentos e material médico de emergência aos hospitais da Faixa de Gaza, assim como equipamentos médicos especializados em cirurgia vascular, ortopédica, anestesia e terapia intensiva, e também solicitaram autorização para a saída de feridos para que sejam atendidos em centros especializados no Egipto. A Turquia e a África do Sul anunciaram que estavam retirando seus embaixadores de Israel.

A cerimônia de abertura foi conduzida pelo embaixador americano em Israel, David Friedman. "Estamos convencidos de que não se pode alterar unilateralmente os acordos firmados pela comunidade internacional", disse o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.

Por isso, Lavrov afirmou que "segue de pé" a oferta da Rússia para receber possíveis negociações das lideranças palestinas e israelenses.

Este é o significado da inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos (EUA), transferida de Tel-Aviv, onde permanecem as embaixadas de 86 outros países, inclusive a do Brasil.

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