Argentina pede ajuda ao FMI para frear alta do dólar

Argentina pede ajuda ao FMI para frear alta do dólar

"Essa política do governo de equilibrar as contas públicas depois do desastre que herdamos, protegendo os setores vulneráveis e garantindo o crescimento, depende muito de financiamento externo", declarou Macri, sem dar mais detalhes sobre a linha que pretende obter com o FMI.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu ajuda ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para frear a escalada do dólar, que superou a barreira de 23 pesos, novo recorde.

Mauricio Macri jogou a toalha.

O facto é que o histórico da Argentina relativamente aos seus credores não é pacífico.

Macri foi eleito no fim de 2015 com uma plataforma favorável a investimentos após oito anos de comando de Cristina Kirchner.

No ano seguinte, o seu governo reiniciou em Nova Iorque as conversações com os representantes dos fundos especulativos que recusaram a reestruturação da dívida do país.

A Argentina mergulhou, nos últimos dias, em uma crise cambial, que obrigou o BCRA a usar medidas de emergência de aumento significativo da taxa diretora, depois de ter usado outras ferramentas, como a gestão da queda da taxa de câmbio e intervenções cambiais para conter a desvalorização do peso, em que 'gastou' 5 mil milhões de dólares (€ 4,2 mil milhões) das suas reservas que, em 25 de abril, somavam 59,4 mil milhões de dólares (€50 mil milhões).

A administração de Macri qualificou o acordo de 2016 como amargo mas como um remédio necessário para acabar com o estatuto de pária que o país tem nos mercados internacionais de capitais. A Argentina chegou ao fim de 2017 com uma inflação de 24,8 por cento.

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