Após encontro, teólogo diz que Lula continua 'candidatíssimo'

Após encontro, teólogo diz que Lula continua 'candidatíssimo'

A autorização da entrada de Boff foi acertada pela defesa de Lula, que enfatizou que o ex-presidente poderia receber a visita do teólogo como uma "assistência religiosa". Frei Boff fez um discurso emocionado citando o ex-presidente.

Contou também que o ex-presidente está bem e com "muito vigor" e lendo muito.

Reiterou que Lula quer voltar ao poder para dar centralidade nas políticas brasileiras voltadas aos pobres, "pois governar é governar a partir dos pobres para que deixem a situação de inferno que vivem pela miséria e fome".

O sentimento percebido por Boff é de indignação.

De acordo com o filósofo, Lula tem aproveitado os dias para ler e garantiu que seguirá candidato, mesmo com a prisão. "Transparente e comovedor, O Senhor é meu pastor nos mostra que o medo é o reflexo da condição humana, feita de esperanças, desamparo e busca por conforto".

Leonardo Boff comparou o petista a Mahatma Gandhi e Nelson Mandela, que também foram encarcerados para "manter a ordem" das castas na Índia e do Aparthaid na África do Sul, respectivamente. Ele quer aprofundar a espiritualidade.

Para o teólogo, há uma grandiosidade e uma compreensão do ponto de vista espiritual de Lula sobre o que vem passando.

Às quintas-feiras, quando acontecem as visitas, durante a última hora, Lula pode receber dois amigos. Os primeiros foram Gleisi Hoffmann e Jacques Wagner, no último dia 3.

Artigos relacionados