Advogada faz revelação sobre antigo chefe, Gilmar Mendes, em patrocínio secreto

Advogada faz revelação sobre antigo chefe, Gilmar Mendes, em patrocínio secreto

O ministro Gilmar Mendes determinou a soltura do empresário alagoano Milton Lyra, acusado pela Polícia Federal de ser o operador do MDB no Senado, nas investigações contra o desvio de recursos do Postalis, fundo de pensão dos funcionários nos Correios. Em parecer enviado na última sexta-feira (dia 11), ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia pedido a manutenção da prisão do empresário. "Teriam acontecido entre 2011 e 2016", o que não seria razão para a prisão. "Não havia motivo para a prisão de alguém que já estava à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos", disse.

Uma ex-assessora do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, após a repercussão do caso relacionado a supostos patrocínios considerados ocultos direcionados ao Instituto Brasiliense de Direito Público, que tem como sócios majoritários o próprio ministro da Suprema Corte e alguns de seus familiares, fez uma revelação a respeito do papel do ministro Mendes e tomou para si a responsabilidade na concretização dos contratos firmados entre patrocinadores e o Instituto atribuído ao magistrado do Supremo. Milton Lyra não pode manter contato com os demais investigados na mesma operação e também não deve deixar o país sem autorização, devendo entregar seu passaporte nas próximas 48 horas.

Apesar das críticas, o ministro decidiu retirar do seu gabinete uma ação penal que investiga o deputado federal Édio Lopes (PR-RR), com base no novo entendimento do STF - de que o foro privilegiado para parlamentares só vale para os crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo.

Apesar disso, o ministro do Supremo baixou pela primeira vez uma ação penal para a primeira instância.

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