STF decide na próxima semana se acata denúncia contra Aécio Neves

STF decide na próxima semana se acata denúncia contra Aécio Neves

Na ocasião, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se aceita ou não a denúncia contra o tucano.

De acordo com a denúncia, o senador Aécio Neves pediu a Joesley Batista propina no valor de R$ 2 milhões para tentar atrapalhar o andamento da Operação Lava-Jato. Se a denúncia for recebida, Aécio e os demais passam a ser réus.

Junto com o parlamentar, são acusados pela PGR a irmã dele, Andréa Neves da Cunha, o primo Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrela (MDB-MG). Aécio nega e diz que apenas pediu um empréstimo pessoal para pagar advogado para defendê-lo na Lava-Jato. Além disso, confirmada a condenação, o ex-procurador-geral solicitou que seja decretada a perda do cargo de senador. A primeira foi do ministro Edson Fachin, em maio, quando deflagrada a Operação Patmos. A conversa com Aécio, no entanto, foi gravado pelo empresário. Segundo Janot, o pagamento foi feito em espécie, em quatro parcelas de R$ 500 mil cada, entre 5 de abril e 3 de maio, por meio de Frederico e Mendherson. Mas Joesley ponderou que isso poderia expô-los e combinou repasse em dinheiro vivo no escritório da JBS em São Paulo.

Por meio das chamadas "ações controladas", a Polícia Federal filmou os dois recebendo o dinheiro das mãos do diretor de Relações Institucionais da JBS e também delator, Ricardo Saud. Compõem ainda o colegiado os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux. Ainda não há data para que isso ocorra. Para Dodge, porém, no caso envolvendo Aécio não cabe falar em flagrante forjado já que a iniciativa de procurar Joesley Batista para solicitar a propina de R$ 2 milhões partiu da própria Andréa Neves.

Aécio não é o único a responder por essas acusações.

A defesa do Senador Aécio Neves vem demonstrando que ele foi vítima de uma situação forjada, arquitetada por criminosos confessos que, sob a orientação do então procurador Marcelo Miller, buscavam firmar um acordo de delação premiada fantástico. A PGR afirma que era propina. A nota afirmou ainda que "inexiste crime ou ilegalidade na conduta do senador" (leia a nota completa ao final desta reportagem).

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