Só um idiota envenenaria Skripal com essa substância — Criador' de Novichok

Só um idiota envenenaria Skripal com essa substância — Criador' de Novichok

Em carta enviada ao secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, o conselheiro britânico para a segurança nacional, Mark Sedwill, escreve que os dados em causa "indicam que o interesse dos serviços de informações russos pelos Skripal remonta a pelo menos 2013".

Serguei Skripal e sua filha, Yulia, foram envenenados em 4 de março em Salisbury, mas sobreviveram à tentativa de assassinato.

Foi nesse ano, acrescentou, quando os serviços de inteligência russos começaram a vigiar a conta do correio eletrônico de Yulia Skripal, que esta semana deixou o hospital.

Em 2010, depois de ser condenado por traição e passar um tempo na prisão, entrou numa troca de espiões que o levou a instalar-se na Inglaterra, em Salisbury, a cidade onde foi atacado.

"Desde 2006, houve inúmeros assassinatos fora da antiga União Soviética que, suspeita-se, foram patrocinados pela Rússia", acrescentou o assessor, citando, em particular, a morte em 2006 de Alexander Litvinenko, um ex-espião russo que bebeu um chá com uma substância radioativa em um hotel de Londres.

A Rússia, afiança Londres, testou a propagação do agente nervoso que envenenou Sergei e Yulia Skripal em maçanetas de portas. "Não restam dúvidas sobre o que foi usado e não há outra explicação sobre o que aconteceu -apenas a Rússia tinha os meios, os motivos e as razões", disse.

A OPCW analisou amostras coletadas pelas autoridades britânicas de Skripal, sua filha, Yulia, e um agente da política que foi exposto ao veneno.

O relatório sigiloso da OPCW menciona a estrutura química do Novichok, mas não usa seu nome.

A Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) anunciou, nesta quinta-feira, em Londres, que "os resultados das análises dos laboratórios" confirmavam "as descobertas do Reino Unido em relação à identidade do químico tóxico".

A organização disse ainda que a substância usada no episódio tinha "grande pureza", mas não disse onde e como ela foi produzida.

Moscou reiterou que não apenas interrompeu a produção do gás neurotóxico Novichok, alegadamente usado para envenenar Skripal, mas também destruiu todos os seus estoques, o que foi confirmado por observadores internacionais da Organização para a Proibição de Armas Químicas.

Desta forma, May concluiu que havia apenas duas possibilidades: que a Rússia estava por trás do ataque ou que havia perdido o controle da poderosa neurotoxina, por isso procedeu à expulsão de diplomatas russos em retaliação.

Johnson também pediu a convocação de uma reunião de emergência da Opaq para 18 de abril para discutir os próximos passos.

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