MST e Levante Popular picham prédio de Cármen Lúcia com tinta vermelha

MST e Levante Popular picham prédio de Cármen Lúcia com tinta vermelha

"Foram atiradas bombas de tintas e feitas pichações nos muros e calçadas do prédio onde a golpista reside numa cobertura", diz a publicação.

O prédio do Ministério Público de Minas Gerais, na avenida Álvares Cabral, na mesma região, foi outro alvo dos pichadores, que pintaram a frase "Moro juiz dos ricos". Não vamos dar descanso para toda essa corja que deturpa as leis para beneficiar interesses do capital. "Assistimos essa semana que o Supremo é tão golpista quanto Temer", disse Miriam Muniz, também da direção do MST. Os dizeres fazem referência à gravação do senador Romero Jucá de que o impeachment de Dilma Rousseff seria parte de um "pacto entre instituições" para interromper a Operação Lava-Jato.

Não havia ninguém no apartamento no momento do protesto, já que Cármen está em Brasília, segundo sua assessoria de imprensa. O movimento divulgou que cerca de 450 pessoas participaram dessa ação.

Vitor Ferreira, de 60 anos, conta que os manifestantes só saíram do local após a chegada da Polícia Militar. "Ocorreu pichação, mas também diante do fato de ser contra uma ministra, é um atentado à democracia". "A perícia técnica da Polícia Civil já foi acionada, já chegou ao local para que a gente qualifique os executores, apure a extensão dessa organização criminosa que está por trás desse ato de vandalismo, de atentado ao exercício dos Poderes constituídos, inclusive do Poder Judiciário. Como também houve dano ao prédio da Procuradoria, há também dano ao patrimônio público", afirmou. A presidente do STF foi a última a votar e desempatou o julgamento ao decidir contra o pedido para que o ex-presidente permanecesse em liberdade até serem esgotados todos os recursos no processo do Tríplex do Guarujá. "Cármen Lúcia se tornou a inimiga número um dos mineiros", disse.

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