Marcelo diz que Governo quer resolver problema do Hospital de S. João

Marcelo diz que Governo quer resolver problema do Hospital de S. João

Esse montante existe na conta bancária do hospital, mas não pode ser ainda usado por falta de autorização do Ministério das Finanças.

"Não temos investimento no S. João há dez anos", revelou ao i António Oliveira e Silva, presidente do conselho de administração do hospital.

"Só fizemos obras em 60% do hospital".

Há casos de crianças que receberam quimioterapia nos corredores daquela unidade de saúde. Segundo os pais, as crianças têm, depois da quimioterapia, de partilhar o elevador com os carrinhos do lixo.

Numa mensagem enviada durante manhã à Antena 1, citada pelo Jornal de Notícias, a administração do hospital lembrou que está há quase um ano à espera que o Governo liberte verbas para a nova unidade pediátrica.

Já Patrícia Ferraz, mãe de uma outra criança com doença oncológica, diz que quando os menores precisam de ser internados chegam a esperar quatro e cinco horas por uma ambulância "sem condições higiénicas" que os leve até ao Joãozinho, um percurso que se faz "em apenas alguns minutos".

O bastonário da Ordem dos Médicos lamentou a situação e acusou a tutela de inação.

O Hospital de S. João, no Porto, necessita de 22 milhões de euros para executar a obra do hospital pediátrico no qual as crianças têm poucas condições de conforto.

O responsável disse que as obras que não dependem dessa verba têm vindo a ser realizadas, nomeadamente o novo centro ambulatório para a pediatria que fica disponível a partir de 15 de junho.

Esta reação surge após vários pais terem apresentado queixas sobre a falta de condições de atendimentos dos filhos em ambulatório, bem como na unidade 'Joãozinho', para onde as crianças são encaminhadas caso tenham de ser internadas no Centro Hospitalar.

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