Manifestante anti-PT provoca deputada Manuela D'Ávila e cria confusão em Curitiba

Manifestante anti-PT provoca deputada Manuela D'Ávila e cria confusão em Curitiba

A deputada estadual do Rio Grande do Sul e pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela d'Ávila, disse que a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será denunciada como perseguição política em países da América Latina.

Tudo aconteceu no início da tarde.

A pré-candidata à presidência Manuela D'Ávila (PCdoB) não virá mais ao Piauí no dia 8 de abril. O homem pediu para tirar uma foto com a deputada, mas aproveitou para gravar um vídeo e provocar a parlamentar com palavras de baixo calão. Um homem furou o cerco da PM, a agarrou por trás para tirar uma selfie e disse "Aqui é Bolsonaro".

Segundo ela, o problema não foi a provocação em si. A deputada destacou o fato de a polícia ter liberado e escoltado o agressor, e não a vítima. Há um cordão de isolamento feito por policiais que impedem a circulação na região.

Quem estava próximo afirma que o homem não voltou para dentro da PF, apenas foi levado para uma rua afastada dos militantes de esquerda. "E nós vamos formalizar juridicamente a denúncia", acrescentou Manoela, levantando a possibilidade de o agressor ser um agente da PF.

As pessoas que estavam concentradas fora dos portões da Polícia Federal, em solidariedade a Lula, foram atacadas pela polícia com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo na noite do sábado. "O que temos que nos preocupar é com a integridade do presidente Lula, porque ainda não sabemos se essa pessoa trabalha na PF", disse Manuela D'Ávila. "Eu quero saber quem ele é!"

Porta-voz da Polícia Militar, o tenente Rafael Bittencourt confirmou que a PM retirou o provocador com escolta de perto dos parlamentares e dos manifestantes. "O que a Polícia Militar fez foi agir com isonomia, sem privilegiar nenhum dos lados".

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