Facebook anuncia 'medidas adicionais' para proteger privacidade de usuários

Facebook anuncia 'medidas adicionais' para proteger privacidade de usuários

O grupo americano Playboy anunciou nesta quarta-feira que vai eliminar todas as suas páginas no Facebook, argumentando que se nega a ser "cúmplice" após o escândalo pela utilização de dados pessoais de milhões de usuários da rede social.

Ontem mesmo o antigo funcionário da Cambridge Analytica Christopher Wylie afirmava em entrevista que os dados pessoais de 50 milhões de utilizadores do Facebook teriam sido igualmente usados para influenciar o voto no referendo sobre o Brexit, além da campanha eleitoral norte-americana.

Quando uma empresa paga para promover um post ou um anúncio no Facebook, ela pode refinar exatamente que tipo de pessoa verá a propaganda no feed de notícias. Quando a nova regra estiver valendo, usuários poderão fazer denúncias contra aplicativos como o "this is your digital life", o pivô do escândalo da Cambridge Analytica. Mark Zuckerberg vai falar ao congresso dos Estados Unidos para explicar a situação, ao mesmo tempo que órgãos governamentais dos EUA iniciam investigações para saber se as práticas do Facebook violam acordos assinados dentro do país. A medida cobra também mais explicações da rede social, levando em consideração que o uso de tais dados precisa ser mais esclarecido para todos.

Ao admitir que a empresa cometeu erros, Zuckerberg também citou medidas de segurança que serão adotadas pela rede social para evitar que empresas usem os dados dos usuários. "Embora essa seja uma prática comum na indústria, acreditamos que esse passo ajudará a melhorar a privacidade das pessoas no Facebook", disse o diretor de marketing de produtos do Facebook, Graham Mudd, em comunicado.

Isto não quer dizer que o Facebook vai encerrar suas parcerias com essas coletoras de dados.

O documento datado de 18 de junho de 2016 e de autoria de Andrew Bosworth, executivo da empresa, justifica que tudo o que for feito para o crescimento da empresa é válido, ainda que isso custasse vidas, e abordou isso como uma "verdade inconveniente".

Agora, no Facebook, você tem muitas opções para alterar a maneira como você é "monitorizado".

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