Exército de Israel deixa mais de 500 palestinos feridos, em Gaza

Exército de Israel deixa mais de 500 palestinos feridos, em Gaza

Na sexta-feira, os organizadores apelaram aos manifestantes palestinianos para que queimassem bandeiras israelitas e hasteassem bandeiras palestinianas, à medida que milhares de pessoas se juntavam ao protesto esta manhã, em diferentes zonas da barreira de segurança. O exército israelense respondeu atirando. Até agora, pelo menos 30 palestinos foram mortos e mais de 3 mil ficaram feridos enquanto as forças israelenses continuam a reprimir as manifestações.

No norte da Faixa de Gaza, Sumaya Abu Awad, de 36 anos, que participa da manifestação com seus filhos, disse que vinha de Hiribya e que era seu direito retornar, em referência a um povoado do norte de Gaza, destruído durante o guerra de 1948.

Ao menos 32 palestinos morreram na Faixa de Gaza por ataques israelenses desde 30 de março passado. Manifestantes atiraram pedras e pneus em chamas perto da cerca da divisa, disseram médicos palestinos.

Gaza entrou em uma nova fase de resistência pacífica e popular durante essas marchas, proclamou o chefe do Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza.

Israel foi criticado por várias organizações de direitos humanos pelo uso de balas reais contra manifestantes que não representam uma ameaça imediata para seus soldados.

Entre os palestinianos mortos estava o jornalista Yasser Mourtaja, que segundo testemunhas, usava um colete identificando-o como tal, quando os soldados o mataram.Israel afirmou que se tratava de um membro do Hamas, mas sem dar qualquer prova.

Essa mudança irritou profundamente os palestinos, que consideram a parte oriental de Jerusalém anexada por Israel como a capital do Estado a que aspiram. Israel declarou uma zona de interdição perto da cerca da fronteira com Gaza e instalou atiradores de elite em sua extensão. As manifestações devem terminar oficialmente no final de maio, quando os palestinos celebram a Nakba, "catástrofe" em árabe, que significou para os palestinos a proclamação do Estado de Israel em 1948. Na quinta-feira, o Egito abriu a fronteira de Rafah até sábado.

Artigos relacionados