Ex-presidentes do Metrô viram réus

Ex-presidentes do Metrô viram réus

Procurados, o Metrô de SP e os réus ainda não se manifestaram sobre a decisão da justiça.

Os réus são acusados de causar danos aos cofres públicos após terem mantido a compra de 26 trens para a linha 5-Lilás do Metrô em 2011, apesar da paralisação das obras do trecho no ano anterior. Como a RBA mostrou em abril de 2016, os trens ficaram parados em desvios no trajeto, deteriorando e expostos a intempéries por, pelo menos, quatro anos. Os veículos foram destinados para a Linha 5-Lilás, mesmo antes dela ter sido finalizada.

Além de Figueiredo e Pelissioni, vão responder também pela ação o Metrô, o chefe de gabinete da Prefeitura de São Paulo, Sérgio Avelleda, os ex-presidentes do Metrô Peter Walker, Luiz Antônio Pacheco e Jorge Fagali, o ex-secretário de Transportes Jurandir Fernandes e os ex-executivos da Companhia, David Turubuk e Laércio Biazzotti. Ambos já foram presidentes do Metrô.

A Justiça de São Paulo tornou réus por improbidade o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, o atual presidente do Metrô, Paulo Menezes de Figueiredo, e mais sete pessoas (dentre elas outros cinco ex-presidentes da empresa pública durante governos do PSDB em São Paulo).

A abertura da ação civil por improbidade foi determinada pelo juiz Adriano Marcos Laroca, da 12ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. "Eles não tem a possibilidade de fazer os testes adequados nos trens porque qualquer trem de fabrica vai apresentar defeitos, inclusive de segurança, e eles passaram por cima disso", afirmou.

Segundo a decisão judicial, as composições acabaram ficando espalhadas por diversos locais, abandonadas e até sendo alvos de vandalismo.

Clodoaldo Pelissioni ocupou a Presidência do metrô entre março e setembro de 2015, quando assumiu a Secretaria de Transportes. Avelleda presidiu o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nas gestões dos ex-governadores do PSDB José Serra e Geraldo Alckmin. "Não houve gasto extra para a manutenção das composições".

Sobre a compra de trens, a pasta informou que "não houve qualquer conduta irregular, uma vez que todos os gestores preservaram o erário e o interesse público, tanto que os trens já entraram em operação comercial após os devidos testes". "A STM e o Metrô vão provar na Justiça a lisura do contrato". Os demais réus não foram localizados pela reportagem. "A ela, todas as composições se ajustam perfeitamente".

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