Em protesto preços de bilhetes para espectáculos estão mais baratos

Em protesto preços de bilhetes para espectáculos estão mais baratos

Esta é uma iniciativa apoiada pela APEFE - Associação Portuguesa de Espetáculos, Festivais e Eventos -, que esta semana lançou uma petição para que o IVA aplicado aos bilhetes para espetáculos ao vivo desça de 13% para 6%.

Ao jornal, o diretor da promotora que organiza o NOS Alive, explicou que iniciativa "24 horas de cultura a 6%" visa "demonstrar que se o IVA fosse não de 13% mas sim de 6% os preços eram mais baixo". Passaram-se quase 4 anos desde a saída da Troika, o país está em franca recuperação, mas a reposição do IVA a 6% continua a ser uma medida adiada, ao contrário do que aconteceu em países na mesma situação que Portugal, como é o caso de Espanha, para citar um exemplo. Tudo isso foi reposto. E Álvaro Covões lamenta que os agentes culturais estatais não possam aderir, mesmo que concordem com esta reivindicação da APEFE - a reposição do IVA sobre os espectáculos ao vivo aos níveis pré-troika.

Os bilhetes para vários espetáculos em Portugal de música e teatro serão vendidos na sexta-feira com o IVA a 6%, e não os 13% estabelecidos por lei, numa iniciativa de protesto de artistas e agentes culturais. Na cultura, um bem essencial segundo a Constituição, o IVA deveria ser uma taxa reduzida como os restantes bens essenciais. "Passada a tempestade e com os números fantásticos da economia portuguesa, não faz sentido discutir os subsídios à área cultural quando não se pode usufruir dela", defendeu Álvaro Covões. Legalmente, as empresas têm de cobrar o IVA a 13% e por isso o desconto será feito no preço base dos bilhetes.

Esta é uma das principais revindicações da associação, que foi formalizada em 2017, e que reúne algumas das maiores promotoras de espetáculos, como Everything is New, Música no Coração, Ritmos, UAU, Ritmos & Blues, Better World, Ao Sul do Mundo, Sons em Trânsito, Uguru e Regiconcerto. "As receitas com vendas de bilhetes para espectáculos ao vivo em 2016 foram de 85 milhões de euros".

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