Dólar opera com leves oscilações e segue acima de R$ 3,40

Dólar opera com leves oscilações e segue acima de R$ 3,40

Mais cedo, o dólar chegou a subir em meio às tensões geopolíticas globais, sobretudo entre Rússia e Estados Unidos. Veja mais cotações. É o maior valor desde 6 de dezembro de 2016, quando o dólar encerrou a R$ 3,4162. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (9) vendido a R$ 3,422, com alta de R$ 0,054 (+1,6%).

"As preocupações com a guerra comercial continuam". Já o dólar turismo passou de R$ 3,70 nas casas de câmbio.

O petista, visto por investidores como menos comprometido com o controle das contas públicas, lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais deste ano e, mesmo sem concorrer, pode exercer influência no pleito como forte cabo eleitoral, o que não agrada os mercados financeiros.

"Para os investidores, o evento (prisão) importa pelo eventual impacto que terá no quadro eleitoral de agora até outubro", afirmou à Reuters um gestor de derivativos de uma corretora fluminense.

Nesta sessão, o BC vendeu seu terceiro lote de 3,4 mil contratos de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 510 milhões de dólares do total de 2,565 bilhões de dólares que vencem em maio. "Com o quadro eleitoral ainda em aberto, é natural que os mercados locais demandem mais prêmios de risco", emendou. Lá fora, o temor dos efeitos de uma guerra comercial que se desenha entre EUA e China derrubou as bolsas de Nova Iorque e fortaleceu a moeda norte-americana ante divisas de países emergentes e exportadores de commodities.

A China intensificou seus ataques contra o governo dos Estados Unidos nesta segunda-feira devido a bilhões de dólares em ameaças de tarifas, dizendo que Washington seria o culpado pelos atritos e repetindo que é impossível negociar sob as "circunstâncias atuais".

A volta do BC ao mercado ajudou a segurar altas mais significativas do dólar frente ao real. Com esse movimento, a moeda americana devolveu muito da queda de 0,75% registrada na quarta-feira (11), quando Ilan Goldfajn, presidente do BC, disse que a instituição estaria pronta para vender swaps, se necessário.

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