Cancelada reunião da comissão mista que discute privatização da Eletrobras

Cancelada reunião da comissão mista que discute privatização da Eletrobras

Na última quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que com o novo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, a tramitação do projeto "ficaria mais difícil, pois a articulação dele na Câmara não é boa".

Outros convidados a debater a proposta do governo são o ex-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner; o ex-presidente da estatal, Luiz Pinguelli Rosa; e um representante do Coletivo Nacional dos Eletricitários.

O decreto não saiu e pegou de surpresa o ministro Eduardo Guardia (Fazenda), que acreditava que a publicação havia sido feita nesta quinta-feira (12). O titular da Fazenda, no entanto, não sabia da decisão do governo de segurar a publicação do decreto.

O projeto de privatização da Eletrobras é uma das principais pautas do governo na Câmara dos Deputados. "Estamos avaliando os termos do decreto, que tem objetivo de dar continuidade aos estudos preparatórios para essa importante e complexa capitalização. Não queremos que pareça uma forma de ultrapassar a discussão no Congresso", disse Marun.

"O governo quer a capitalização da Eletrobras, mas o fará em sintonia e parceria com o Congresso Nacional", disse. "O decreto deve ser publicado de forma que isso seja garantido". A expectativa da equipe econômica é que o Congresso dê sinal verde ainda no primeiro semestre à privatização.

Marun tentou afastar o clima de desarticulação do governo ao amenizar críticas de parlamentares que alegam pouco trânsito de Moreira no Congresso.

A Eletrobras adiou para 29 de junho a data prevista para um leilão em que a estatal oferecerá a investidores fatias minoritárias em usinas eólicas e linhas de transmissão de energia, disse ontem o presidente da companhia, Wilson Ferreira, durante encontro com investidores e analistas em São Paulo.

Mais cedo, ao discursar na abertura de reunião ministerial, Temer colocou um "se" no processo de venda de ações da estatal, ao falar sobre a revitalização do Rio São Francisco, adicionando incertezas nas intenções do governo.

"No caso da Eletrobras, se vier a ser privatizada, como se espera".

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