Vai ser possível fazer testes de HIV e hepatite na farmácia

Vai ser possível fazer testes de HIV e hepatite na farmácia

A experiência internacional, sublinha ainda o despacho assinado pelo Ministério da Saúde, "comprova a importância do envolvimento das farmácias comunitárias na deteção precoce destas infeções, desempenhando um relevante papel no atendimento personalizado e aconselhamento diferenciado aos cidadãos no âmbito da literacia em saúde, da deteção precoce de fatores de risco e da prevenção da doença".

Avança o diário que as farmácias e laboratórios foram autorizados a conduzir estes testes sem prescrição médica, sendo que poderá saber o resultado em cerca de 15 minutos.

Quem quiser poderá picar o dedo, recolher três gotas de sangue e fazer o teste. A adesão dos estabelecimentos é voluntária.

Em Espanha, o custo deste tipo de dispositivos varia entre os 25 e os 30 euros, mas em Portugal os preços ainda terão que ser definidos pelo Infarmed (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde).

Estes testes já estão disponíveis há alguns anos de forma gratuita, quer em hospitais e centros de saúde, quer em centros de aconselhamento de deteção precoce da infeção VIH/sida (CAD), em centros de respostas integradas para comportamentos aditivos e dependências (CRI) e em diversas organizações de base comunitária. "Esta medida vai permitir identificar de forma mais precoce casos de infecção e acabará por contribuir para reduzir o estigma social", acredita a directora dos programas nacionais para a infecção VIH/sida e hepatites virais da Direcção-Geral da Saúde (DGS), a médica Isabel Aldir.

O despacho determina que dentro de 30 dias estejam elaboradas as normas técnicas e organizacionais necessárias, sendo que os testes ao VIH e hepatites nas farmácias devem salvaguardar a confidencialidade e privacidade.

O objectivo é chegar a grupos que habitualmente não aderem às medidas convencionais, "quebrando o ciclo de transmissão e mudando o padrão epidemiológico", reforça a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF), Paula Martins.

No despacho hoje publicado, o Governo considera que a disponibilidade detestes rápidos em farmácias comunitárias é "ainda mais premente em zonas geográficas com maior prevalência" faz infeções por VIH ou hepatites e onde existam limitações ou constrangimento no acesso a estruturas de saúde.

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