Tarifas de Trump devem atrapalhar produção energética dos EUA, diz senadora

Tarifas de Trump devem atrapalhar produção energética dos EUA, diz senadora

Trump afirmou que poderia considerar novas exceções para os países amigos a sério e anunciou ontem que está sendo estudada a possibilidade de eximir a Austrália em troca de um pacto de segurança.

"O Governo brasileiro tomou conhecimento, hoje, com grande preocupação, da decisão do governo dos Estados Unidos, de aplicar sobretaxa de 25% às importações de aço e de 10% às importações de alumínio, sob alegada justificativa de segurança". Ele não deu detalhes sobre como esse número foi atingido, mas os governos dos EUA e da China divulgam números muito diferentes do comércio, já que Pequim conta apenas o primeiro porto para o qual os bens vão em vez do seu destino final.

Cecilia Malmström já apresentou os traços gerais de um contra-ataque europeu, que pode incidir sobre um conjunto de produtos no valor de 2,8 mil milhões de euros, valor estimado das barreiras norte-americanas. Cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria siderúrgica norte-americana.

Os Estados Unidos importam 30 milhões de toneladas de aço por ano, sendo o maior importador do mundo, segundo dados do Ministério da Economia da Alemanha.

Murkowski argumentou que a administração de Trump precisava tomar medidas mais direcionadas para apoiar o aumento da produção de aço e alumínio, em vez de arriscar uma guerra comercial, recorrendo a tarifas.

"Ao mesmo tempo em que manifesta preferência pela via do diálogo e da parceria, o Brasil reafirma que recorrerá a todas as ações necessárias, nos âmbitos bilateral e multilateral, para preservar seus direitos e interesses", fim da nota assinada pelos ministros, Aloysio Nunes e Marcos Jorge.

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