Rio cria conselho para produzir programa do Governo no PSD

Rio cria conselho para produzir programa do Governo no PSD

Rui Rio pretende que este conselho ponha todos os social-democratas a militar de forma diferente, de acordo com as áreas de seu interesse.

O presidente do PSD, Rui Rio, anunciou a criação de novos moldes para o Conselho Estratégico Nacional (CEN) do partido, presidido por David Justino, e estará dividido em 16 áreas temáticas, que terão porta-vozes e coordenadores nacionais. "É o órgão que vai ter os porta vozes e os coordenadores do partido para as mais diversas áreas", explicou Rui Rio, apresentando aos jornalistas a anteproposta hoje definida na reunião da Comissão Política Nacional e cujo regulamento será criado nos próximos 15 dias. Só o nome de um coordenador foi revelado, como exemplo de uma pessoa "mais velha e com mais experiência" - Arlindo Cunha, ex-ministro de Cavaco Silva, para a Agricultura -, em contraponto com os porta-vozes, que serão mais "jovens".

A grande mudança anunciada para o Conselho Estratégico Nacional é uma "revolução" na sua forma de funcionamento.

"Nós somamos é capacidade do partido ter, fora do parlamento, um conjunto de porta-vozes", defendeu. "Se são profissionais de saúde e se interessam, podem militar no sector da saúde", exemplificou, multiplicando por outros temas.

Este modelo será replicado a nível distrital, ou seja, cada estrutura poderá criar secções temáticas em que podem participar militantes e simpatizantes.

Questionado sobre se há risco de estas estruturas se tornarem paralelas e se haverá resistências, Rui Rio admite que "numas distritais vai haver e noutras não".

Rui Rio defendeu que o partido "tem obrigação de ter pessoas especializadas" nas várias áreas, que considera que até aqui não tido. Mas o "militante de Lisboa continua a poder ir ao plenário de Lisboa", ressalvou.

Por outro lado, o presidente do PSD disse não temer que possa ele próprio apagar-se com a diluição das posições do partido por tantos porta-vozes. "Quando me fizerem um pergunta a propósito de qualquer coisa que aconteceu se o PSD quer comentar, o PSD terá sempre através deste órgão um porta-voz setorial capaz de ter o conhecimento técnico e político", afirmou. Mas admitiu que tem de haver "articulação". Com uma bancada de 89 deputados, Rio diz que, se houver falta de colaboração, será "de dois, três, quatro ou cinco", um "epifenómeno".

Foi também designado o investigador Tiago Moreira de Sá para presidente da comissão de relações internacionais e o ex-secretário-geral adjunto o Luís Geraldes para coordenador do secretariado das comunidades portuguesas.

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