Ministério da Agricultura bloqueia exportação para UE de produtos BRF

Ministério da Agricultura bloqueia exportação para UE de produtos BRF

Após a reunião, a medida será reavaliada, disse a BRF.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decidiu interromper temporariamente a produção e certificação sanitária de produtos de aves da BRF exportados do Brasil para a União Europeia, desde sexta-feira (16), em mais um revés para a maior exportadora de carne de frango do mundo.

Deflagrada há um ano, pela Polícia Federal (PF), a Operação Carne Fraca investiga denúncias de fraudes cometidas por fiscais agropecuários federais e empresários ligados às empresas JBS e BRF.

A BRF manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre qualquer nova informação relacionada ao presente comunicado.

Em comunicado, a BRF explicou que todos os produtos alocados na região, bem como os produzidos e embarcados antes de 16 de março podem ser comercializados e utilizados sem restrições. A companhia reitera que vem mantendo interlocução com as autoridades locais e internacionais, prestando esclarecimentos necessários.

Por tais razões, o Governo Brasileiro precisa e deve esclarecer rapidamente a questão.

Na nota, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), lembra que o setor gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos para o país. Somente na BRF, são mais de 100 mil empregos diretos. "O país não pode ceder às ameaças que colocam em risco milhares de empregos e as empresas do nosso setor", afirmou a entidade em nota, destacando que o país exportou mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango apenas nos últimos 10 anos. Segundo a associação, a avicultura também contribuiu para o saldo positivo da balança comercial em mais de US$ 7 bilhões em divisas. "Não há, portanto, motivos concretos para impor embargos a qualquer empresa de nosso setor, especialmente tratando de fatos passados e que já foram corrigidos", conclui.

A ABPA pontuou que toda a questão em torno da exportação de carne de aves decorre de divergências sobre critérios de classificação de produtos exportados no que tange à Salmonella ssp que, de acordo com a associação, não traz riscos à saúde pública.

A medida afeta dez fábricas da companhia nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná e Goiás. "Estamos convictos que aspectos colocados pela Europa para esse tipo de suspensão são inadequados", ressaltou.

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