Leilão de petróleo supera expectativas e começa com ágio de 621%

Leilão de petróleo supera expectativas e começa com ágio de 621%

Na abertura do leilão, o secretário-geral da Presidência da República, Moreira Franco, também aproveitou o discurso de abertura da 15ª Rodada para se desculpar junto aos investidores pela retirada, pelo TCU dos dois blocos na bacia de Santos considerados os mais interessantes do leilão. Os blocos marítimos arrematados estão distribuídos em 7 setores nas bacias sedimentares oferecidas (Santos, Potiguar, Campos, Ceará e Sergipe-Alagoas).

Esta foi a primeira vez que a ANP dividiu o leilão em duas partes. No caso do S-M-645, o bônus mínimo era de R$ 1,6 bilhão.

Apesar de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter suspenso a oferta dos principais blocos da Bacia de Santos (saiba mais aqui), líderes do setor de óleo e gás consideraram que a frustração era maior para o governo do que para o mercado.

Dos 68 blocos inclusos na disputa, 22 foram arrematados pela manhã. Petrobras, ExxonMobil, Statoil Brasil, Shell Brasil e Repsol e Chevron Brazil foram as que levaram os blocos ofertados. Juntos, os dois ativos representam 73% do total de bônus mínimo de assinatura dos 70 blocos ofertados na licitação, de R$ 4,846 bilhões. O ágio na assinatura dos contratos foi de 235,41%.

A segunda Bacia a ser licitada foi a de Potiguar, no mar do Rio Grande do Norte. A alemã Wintershall, a Petrobras e a Shell levaram três áreas cada. O bônus de assinatura desta bacia totalizou R$ 5,1 milhões, no setor SPOT-AP1, e de R$ 133,7 milhões, no SPOT-AP2, com ágio de 80,98%. Em uma dessas áreas, a Wintershall ofereceu bônus de R$ 57,304 milhões, acima do bônus mínimo de R$ 6,842 milhões. O investimento mínimo previsto soma mais de R$ 200 milhões.

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