Doria: Não é preciso aval de Alckmin, é preciso aval do PSDB

Doria: Não é preciso aval de Alckmin, é preciso aval do PSDB

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), anunciou oficialmente sua pré-candidatura ao governo na última segunda-feira, 12.

Doria chegou mais tarde à sede do Diretório estadual tucano e confirmou que vai disputar prévia. Doria enfrentará os tucanos José Aníbal, Floriano Pesaro e Luís Felipe d'Ávila.

Com pouco mais de 1,7 mil delegados tucanos apoiando Doria, o prefeito comentou estar "sensibilizado" com o número de assinaturas recolhidas, o dobro do necessário para inscrevê-lo para as prévias. Aliados do prefeito esperam, porém, que ele seja eleito candidato já no próximo domingo, em primeiro turno.

"Não é preciso aval do governador, é preciso aval do PSDB", disse Doria, quando perguntado se sua decisão em concorrer às prévias tinha apoio de Alckmin.

- Não preciso do aval do governador.

No ato de apoio, militantes usavam uma camiseta com a inscrição "Dória governador", colocando um acento no nome do prefeito equivocadamente. Doria quer construir o discurso de que sua candidatura é um desejo do partido e não um projeto pessoal. "A vitória do PSDB em São Paulo é fundamental não para São Paulo, mas para o Brasil", disse.

Ele deve cumprir o protocolo ao lado de alguns articuladores de seu nome, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Cauê Macris, e do deputado Orlando Morando. As prévias tucanas estão marcadas em dois turnos, nos próximos dias 18 e 25.

Doria mandou um recado a grupos do partido que o acusam de temer o debate com os outros pré - candidatos tucanos. Ele ainda fez questão de excluir o vice-governador Márcio França, pré-candidato do PSB, da rivalidade e retomou o discurso antipetista, que o consagrou em 2016. Não quero que meus filhos tenham ao fim de uma eleição, no segundo turno, uma disputa entre a extrema-direita e a extrema-esquerda. No discurso, ele destacou que o "adversário do PSDB está fora do partido", mas garantiu que não é uma referência ao vice-governador. Essa é a primeira vez, em quase 30 anos, que o PSDB deverá realizar prévias para a sucessão estadual. "O grande adversário de São Paulo e do Brasil é o PT".

Artigos relacionados