Depois de assassinato de Marielle, PSOL é alvo de ataques na internet

Depois de assassinato de Marielle, PSOL é alvo de ataques na internet

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, voltou atrás e não vai mais pedir a federalização da investigação dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e do motorista da parlamentar, Anderson Pedro Gomes, 39. Roberto Cavalcanti, da Assembleia de Deus, disse que o crime representa a morte "da esperança".

"Socióloga, feminista, militante dos direitos humanos e crítica da recente ocupação de vastas áreas urbanas pela intervenção militar do governo federal no Rio de Janeiro, Marielle Franco empenhou-se na luta pelos direitos humanos, especialmente em defesa dos direitos das mulheres negras e dos moradores de favelas e periferias, e na denúncia da violência policial", acrescenta o voto.

Marielle nasceu no Complexo da Maré, na zona norte do Rio. Marielle tinha 38 anos e foi a quinta vereadora mais votada do Rio; seu assassinato, uma provável execução, segundo a polícia, vem motivando manifestações públicas, nas redes sociais e também no exterior. A vereadora e o motorista do carro em que ela estava morreram após serem atingidos por tiros vindos de um carro pareado ao deles. O veículo era ocupado por duas pessoas, que dispararam tiros, efetuados por uma arma de calibre 9mm, na direção de Marielle Franco, que estava sentada no banco de trás do carro.

O assassinato da vereadora ocorreu dois dias antes de a intervenção federal na segurança pública do estado completar um mês.

A possibilidade de federalizar as investigações foi criticada pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, que ressaltou o papel da Polícia Civil no comando do caso. O Rio de Janeiro e a democracia brasileira foram atingidos por esse crime político bárbaro. Não há recursos para pagar servidores e para contratar PMs aprovados em concurso. Onze policiais militares foram condenados pelo seu assassinato. Nesse vácuo, o número de confrontos entre grupos criminosos aumentou.Apesar da escalada de violência no Rio, que atingiu uma taxa de mortes violentas de 40 por 100 mil habitantes no ano passado, há outros estados com patamares ainda piores.

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