Bombardeios em Ghuta Oriental, na Síria, deixam 57 civis mortos

Bombardeios em Ghuta Oriental, na Síria, deixam 57 civis mortos

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que tem vindo a monitorizar a evolução da guerra na Síria (que começou em 2011), precisou que os bombardeamentos da aviação russa mataram 64 pessoas na localidade de Kafr Batna, entre elas 13 menores.

Quarenta e dois civis morreram em bombardeios aéreos contra o reduto rebelde de Guta Oriental, alvo há mais de três semanas de uma devastadora ofensiva do regime sírio, informou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A fonte do Observatório, citado pela agência espanhola EFE, esclareceu que alguns dos cadáveres de Kafr Batna e Saqba, ambas sob controlo da facção islamita Legião da Misericórdia, estavam completamente calcinados, enquanto que outros apresentavam queimaduras.

Os bombardeamentos coincidem com a saída de milhares de civis de Ghouta Oriental.

O OSDH garante que os aviões russos utilizaram bombas de fragmentação ("cluster bombs", uma bomba que se divide em muitas dezenas de projéteis explosivos), um tipo de munição proibida internacionalmente. Esses projéteis estão carregados com uma substância composta por pó de alumínio e óxido de ferro, que causa queimaduras porque sua combustão dura três minutos após ser lançada.

Na primeira região, rebeldes contrários ao regime do ditador sírio, Bashar al-Assad, se aliaram à Turquia para enfrentar as Unidades de Proteção do Povo (YPG), milícias curdas que dominam a região e consideradas terroristas pelas autoridades turcas, e as forças de Damasco.

Na manhã de sábado, "cerca de 10 mil civis saíram do enclave rebelde para as áreas de regime", disse Abdel Rahman.

Estes combatentes curdos, no entanto, são aliados de Washington na luta contra o grupo extremista Estado Islâmico na Síria.

Na localidade de Saqba foram registrados bombardeios similares que mataram 11 civis, de acordo com o OSDH.

Mais de 30.000 civis abandonaram Afrin em 24 horas para escapar dos bombardeios, informou o OSDH na quinta-feira.

Artigos relacionados