Barroso analisará soltura de presos da operação Skala depois de depoimentos

Barroso analisará soltura de presos da operação Skala depois de depoimentos

Entre os alvos estavam o ex-assessor do presidente Michel Temer José Yunes, o ex-ministro da Agricultura e ex-presidente da estatal Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) Wagner Rossi, o presidente do Grupo Rodrimar, Antonio Celso Grecco, e o coronel João Batista Lima, amigo de Temer. Ela foi autorizada por Barroso, relator do inquérito que investiga se Temer, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina.

Barroso argumentou que a Argeplan teve um crescimento exponencial nos últimos 20 anos, recebendo R$ 160 milhões de um contrato com a Eletronuclear para as obras da usina de Angra 3.

A Argeplan foi responsável por uma reforma na casa de uma das filhas do presidente, Maristela Temer. Barroso determinou que só a PGR fale, e por meio de nota, sobre a operação.

Em depoimento à Polícia Federal na Operação Skala obtido pelo JOTA, o empresário Antonio Celso Grecco, dono da Rodrimar, afirmou que o presidente Michel Temer lhe afirmou "vou ver o que posso fazer" em relação a um projeto da empresa que estava embargado no Porto de Santos (SP).

O mandado, ao qual a Folha teve acesso, foi assinado na terça-feira (27) e é o 15º entre os ordenados pelo ministro.

O diabo é que o valor cobrado por Barroso joga para baixo os valores cobrados pelos demais ministros.

"Quanto aos pedidos de revogação das prisões temporárias, serão apreciados tão logo tenha sido concluída a tomada de depoimentos pelo Delegado encarregado e pelos Procuradores da República designados", afirmou Barroso no despacho.

O magistrado diz que decisão anterior já sintetiza o que existe relativamente às medidas de busca e apreensão e prisão temporária: a representação formulada pela Polícia Federal e a manifestação da Procuradoria-Geral da República.

"Especificamente quanto às prisões temporárias requeridas, destaco que essa medida processual, excepcional e invasiva, tem como requisitos [.] ser imprescindível ao sucesso das investigações e à constatação de indícios de autoria ou participação nos crimes previstos na lei", justificou o ministro. A defesa do Coronel Lima não foi localizada pela reportagem.

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