Vendas do varejo sobem 0,70% em novembro ante outubro, revela IBGE — Correção

Vendas do varejo sobem 0,70% em novembro ante outubro, revela IBGE — Correção

A mediana correta é de 3,75% para o resultado de novembro no varejo restrito, na comparação com novembro de 2016, e não 3,70%, como havia sido informado.

O número foi divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Impulsionado pelas promoções como a Black Friday, o volume das vendas do comércio varejista do país cresceu 0,7% em novembro último, comparado a outubro, na série com ajuste sazonal - compensando a queda de 0,7% registrado em outubro. As promoções do Black Friday ajudaram a levar o consumidor de volta às compras.

"A gente agora consegue observar isso mais claro quando a gente analisa setorialmente". "São categorias típicas desse período de promoções da Black Friday e que tinham recuado em outubro, com a consumidores postergando a compra". O destaque foi para as atividades que têm mais possibilidade de adesão às promoções, por meio de vendas pela internet, por exemplo. Já material de construção teve alta de 2,3%, revertendo queda de 0,8% de outubro. O setor de tecidos, vestuários e calçados (0,0%) manteve as vendas estáveis.

O volume vendido pelo varejo está 8,6% abaixo do nível recorde alcançado em outubro de 2014, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio. Já no acumulado dos 11 meses de 2017, a alta observada foi de 1,9%.

Na passagem de outubro para novembro, o avanço no volume de vendas do comércio varejista foi registrado em 24 das 27 Unidades da Federação, com destaque para Minas Gerais (6,8%). Por outro lado, entre os Estados com variações negativas, destacou-se o Tocantins (-1,8%).

Em comparação com o mesmo mês de 2016, as vendas apresentaram aumento de 5,9%.

Frente a novembro de 2016, os resultados das vendas no comércio varejista foram positivos em 23 das 27 Unidades da Federação, com destaques, em termos de magnitude, para Santa Catarina (15,7%), Rio Grande do Sul (14,8%) e Mato Grosso (14,2%).

O aumento das vendas foi generalizado.

Também tiveram desempenho positivo, livros, jornais e papelaria, artigos farmacêuticos, médicos, perfumaria e comésticos, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. "O desempenho desta atividade vem sendo beneficiado por fatores, tais como, o crescimento da massa de rendimento real habitualmente recebida e a deflação do preço de alimentação no domicílio", disse o IBGE em nota. Apenas três segmentos tiveram queda na comparação anual: combustíveis (-2,5%), livros, jornais e revistas (-2,3%) e materiais de escritório e informática (-6,8%).

As vendas de combustíveis exerceram a maior contribuição negativa no resultado total do varejo. "Com isso, o setor acumula de janeiro a novembro variação de -2,9%".

- A maior parte das atividades já está com resultado positivo em 12 meses, isso mostra uma recuperação mais consolidada no varejo, afirmou Isabella.

Segundo Isabella, a conjuntura mais recomposta do mercado de trabalho e a melhor oferta de crédito também explicam a retomada das vendas no varejo.

Artigos relacionados