Trump ameaça cortar ajuda financeira do país aos palestinos

Trump ameaça cortar ajuda financeira do país aos palestinos

Nesta terça-feira (2), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Palestina não oferece nenhum "reconhecimento ou agradecimento" apesar de receber centenas de milhões de dólares. "Por exemplo, pagamos aos palestinianos CENTENAS DE MILHÕES DE DÓLARES por ano e não obtemos qualquer estima ou respeito. Mas com os palestinianos a dizerem que já não querem negociar a paz, porque é que haveríamos de manter estes pagamentos imensos no futuro?", escreveu o Presidente norte-americano na rede social Twitter.

A ajuda financeira enviada pelos Estados Unidos é parte de uma verba que o orçamento do país reserva para este fim, e vem sendo usada há décadas, por presidentes republicanos e democratas, como moeda de troca em negociação de conflitos e ajuda humanitária em casos extremos.

Esta quarta-feira, em resposta à ameaça de Trump, a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que integra a Autoridade Palestiniana, acusou o Presidente americano de estar "a sabotar a procura pela paz, liberdade e justiça" naquela região. Eles não estão dispostos a um acordo de paz, mas continuam a pedir ajuda financeira. Em 2016 foram US$ 319 milhões; além de outros milhões destinados anualmente a programas assistenciais da ONU na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

A verdade é que os Estados Unidos não têm motivos para financiar aqueles que agem contra seus interesses, afirmou Bennett em um comunicado.

Em 21 de dezembro, a Assembleia Geral da ONU aprovou por ampla maioria (128 votos a favor, 9 contra e 35 abstenções) uma resolução de condenação à decisão de Trump, um voto que despertou a ira da Casa Branca.

Desde há muito que Trump diz que pretende intermediar um acordo de paz no Médio Oriente, classificando-o como "o último acordo".

Além disso, o governante lamentou a postura da Palestina agora que "a parte mais difícil da negociação", a questão do reconhecimento de Jerusalém como capital do Estado israelense, "está fora da mesa" de negociações.

Israel ocupou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou a cidade em 1980, contra a posição da comunidade internacional. "Ao reconhecer Jerusalém ocupada como capital de Israel, Trump não só violou a lei internacional, como destruiu as bases da paz, aceitando a anexação ilegal da cidade por Israel", sustentou.

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