Tabelas de IRS para 2018 já estão disponíveis! Saiba o que muda

Tabelas de IRS para 2018 já estão disponíveis! Saiba o que muda

O Governo já publicou as novas tabelas de retenção da fonte de IRS, em Diário da República, esta terça-feira à noite.

Os trabalhadores dependentes e pensionistas com salários de 632 euros vão estar, este ano, isentos de IRS, reflectindo as alterações do imposto no OE/18 como a introdução de dois novos escalões e o aumento do mínimo de existência (montante até ao qual os contribuintes não pagam IRS).

As novas tabelas já podem ser consultadas no site do Diário da República e é possível comparar com a tabela do ano passado que está acessível aqui. Se tiver um rendimento bruto mensal de 1.740 euros, o líquido será de 1.322,92 euros, mais cinco euros do que no ano passado.

Também o chamado mínimo de existência - o valor a partir do qual os rendimentos são tributados - sofreu um aumento, e a sobretaxa do IRS foi abolida para todos os contribuintes.

As tabelas mostram que um trabalhador dependente solteiro e sem filhos que em 2017 tivesse um salário bruto de 620 euros ficava sujeito a uma taxa de retenção na fonte de 1,8%.

Para os contribuintes casados em que somente um deles recebe rendimentos, há retenção a partir de 683 euros (contra 641 euros em 2017).

Além do IRS, o cálculo do salário líquido tem também de levar em conta os descontos para a Segurança Social.

O IRS automático também irá mudar em 2018. Isto porque, o que verdadeiramente o que conta é o imposto a aplicar sobre o rendimento colectável então apurado. Se os cônjuges auferirem um rendimento até 42 mil euros a variação será de -14% e o Estado poupar-lhe-á 834 euros na factura do IRS.

Nos dois últimos escalões mantiveram-se as taxas mas modelaram-se os limites de rendimento: a taxa dos contribuintes que ganham entre os 36.856 euros e os 80.640 fica nos 45% e a dos que ganham mais do que 80.640 euros fica nos 48%.

Para se fazer uma comparação plana, pressupõe-se que o trabalhador já recebia os subsídios de férias e Natal por inteiro nos dois períodos habituais; já uma pessoa que em 2017 recebeu metade do 13.º e 14.º meses em duodécimos vai sentir, para a situação simulada, uma quebra de 64 euros nos meses regulares e uma subida nos dois períodos em que lhe forem pagos os subsídios (o salário mensal de 2017 chegava a 903 euros porque 50% de cada subsídio era pago faseadamente a cada mês).

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