Prova cabal de uma condenação sem prova — Lula

Prova cabal de uma condenação sem prova — Lula

Segundo informações do blog do jornalista Mino Pedrosa, uma decisão da juíza Luciana Corrêa Tôrres de Oliveira, da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, se contrapõe à investigação da Lava Jato sobre o triplex do Guarujá. A juíza acatou e determinou o bloqueio nas contas da OAS Empreendimentos, encontrando apenas R$ 10 mil reais.

A pequena confusão criada por Luciana - e explorada por Zanin e sua turma - poderia ter sido evitada, caso a juíza consultasse a sentença de condenação do ex-presidente, de julho de 2017, na qual Sérgio Moro determinou o sequestro do triplex.

Os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregaram nesta terça-feira ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) novos documentos com os quais tentam convencer os desembargadores de que a propriedade do tríplex no Guarujá (SP) é de fato da OAS Empreendimentos, como consta no cartório de Registro de Imóveis. O tríplex foi penhorado em função de uma dívida da OAS com a empresa Macife Materiais de Construção.

Entenda como vai funcionar o julgamento de Lula

Em nota, os advogados afirmam que "a OAS sempre foi e continua sendo a proprietária desse apartamento tríplex" e "que tais fatos são incompatíveis com a sentença proferida" por Sérgio Moro, na 13ª Vara Federal Criminal em Curitiba.

Ontem, no entanto, a defesa de Lula apresentou petição a Gebran para que ele se manifeste sobre a penhora do imóvel que motivou a condenação ilegal de Lula. Segundo ele, os novos documentos devem ser levados em consideração no julgamento do recurso. De acordo com Martins, "além de a OAS se comportar como proprietária, envolvendo o apartamento em operações financeiras com fundos da Caixa Econômica Federal, agora o apartamento também está respondendo pelas dívidas da mesma OAS por determinação judicial".

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