Presidente da Câmara do Funchal arguido em caso de queda de árvore

Presidente da Câmara do Funchal arguido em caso de queda de árvore

Segundo noticiou, na altura, o "Diário de Notícias da Madeira", a árvore, um carvalho com cerca de 200 anos, estaria sinalizada desde 2014 por representar risco. A queda provocou a morte a 13 pessoas e feriu perto de 50.

O presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, a vereadora do Ambiente, Idalina Perestrelo, e um funcionário da autarquia foram constituídos arguidos no âmbito do inquérito à queda da árvore no Monte.

Desde o dia da tragédia que se fala em possíveis responsabilidades públicas uma vez que, dias antes do início dos festejos, a Junta de Freguesia do Monte solicitou através de um ofício uma vistoria ao Largo da Fonte por causa da queda de ramos de plátanos.

Paulo Cafôfo sublinhou também que "a árvore que caiu não estava amarrada a qualquer cabo", mencionando que esta situação acontece entre um plátano, um loureiro e um til, que "não foram afetados" e estão relacionados com uma decisão tomada pela anterior vereação, liderada por Miguel Albuquerque, atual presidente do executivo madeirense, devido a "uma fissura" que neste momento "já está consolidada e não oferece perigo".

A investigação tem decorrido pela mão da PJ do Funchal sob a direção do Ministério Público no DIAP local, para além da colaboração de especialistas botânicos. Enquanto a Câmara do Funchal alegava que o espaço pertencia à paróquia, a diocese do Funchal explicou que não tinha registo do terreno. A investigação prossegue ainda para recolha de prova pericial forense.

"Confirmo a minha constituição como arguido no decurso do inquérito mandado instaurar na sequência da queda de uma árvore ocorrida no dia 15 de agosto de 2017, na freguesia do Monte", afirma Paulo Cafôfo, em comunicado.

Paulo Cafôfo declarou ter colaborado sempre com a investigação, forncendo os dados necessários para a evolução da investigação.

No mesmo texto, lembra, ou melhor, reforça que sempre cumpriu todos os deveres que a função exigia. "O meu primeiro pensamento estará sempre com as vítimas deste acontecimento que ficará para sempre na minha memória".

Para além do presidente da autarquia funchalense, Idalina Perestrelo e um funcionário camarário também foram constituídos arguidos.

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