MPF reafirma que recibos apresentados por Lula são falsos

MPF reafirma que recibos apresentados por Lula são falsos

O MPF diz que o imóvel foi colocado à disposição do ex-presidente pela Odebrecht como contrapartida à atuação de Lula a favor da empreiteira.

"Ademais, em vista do farto acerto probatório que atesta a ausência de relação locatícia real, deve ser dito o óbvio, em resposta à tentativa insistente e precária da defesa de provar a existência de pagamentos única e exclusivamente invocando a força probatória atribuída pela lei civil a recibos de pagamento: documentos ideologicamente falsos não fazem prova de pagamento ou quitação".

(VII) Esse mesmo documento apócrifo não corresponde à realidade dos pagamentos feitos por D. Marisa, segundo os extratos bancários juntados aos autos, reforçando a sua imprestabilidade conforme planilha já apresentada pela defesa em 10/11/2017.

Os advogados de defesa de Lula alegam que o ex-presidente apenas alugava o imóvel para que ele pudesse guardar seus pertences e também para uso dos seguranças que fazem a escolta pessoal de Lula.

Glaucos da Costamarques é corréu na ação. Os recibos estão assinados pelo proprietário do imóvel, Glauco da Costamarques.

O caso está com o juiz Sérgio Moro, que irá receber as alegações finais de todas as partes do processo.

O MPF chegou a pedir a Moro uma perícia para comprovar a autenticidade dos recibos.

Independente da decisão, o resultado desse processo será anexado à ação penal que trata do caso e poderá ser usado tanto nas alegações finais do MPF e das defesas dos réus, quanto na sentença, que será proferida pelo juiz Sérgio Moro.

Os procuradores contestam a autenticidade desse material.

No mês de dezembro, o MPF já havia apresentado petição à Justiça Federal, desistindo da solicitação de realização de perícia nos recibos de aluguel. "A acusação é inverídica e descabida", afirmam.

Para os advogados, "ao agir dessa forma, o MPF revela que não tem critério na escolha das provas. É a mesma lógica utilizada para recusar o depoimento do ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán", afirma.

Já o segundo processo contra Lula é esse em que os recibos são contestados pelo MPF.

Ainda assim, nos últimos meses de 2017 houve uma maior quantidade de julgamentos do TRF-4 em casos de maior repercussão, que tramitaram com rapidez, como os que condenaram o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto (após duas absolvições) e o ex-deputado Eduardo Cunha.

O TRF-4 revisa as ações da Lava Jato de Curitiba, julgadas por Sérgio Moro. O imóvel seria um pagamento de propina feito pela construtora OAS, em troca de benefícios que a empresa obteve junto à Petrobras.

Agora, nas alegações finais, a Força-Tarefa da Lava Jato diz que diante das evidências da falsidade do documento, se compreende que a defesa de Lula construiu a fantasiosa versão sobre o encontro dos recibos e que não convence ninguém. Os depoimentos das testemunhas de acusação devem começar só em fevereiro deste ano e não há data para que o caso seja julgado no Paraná.

Artigos relacionados