Marun sobre posse de ministra: 'Precisamos ter atitude e enfrentar'

Marun sobre posse de ministra: 'Precisamos ter atitude e enfrentar'

"Vamos esperar o STF (Supremo Tribunal Federal)", declarou.

O adiamento do recurso ao Supremo se deu por conta de um temor de que a ministra Cármen Lúcia mantivesse a suspensão da posse, e que acabassem assim as chances de recurso do Planalto.

Governistas mais próximos de Temer admitem o desgaste diante das sucessivas derrotas na Justiça, mas não querem desagradar ao PTB, um dos partidos mais fiéis ao Planalto e que promete ajudar na aprovação da reforma da Previdência, que está com votação marcada para fevereiro.

O magistrado manteve decisão da 1ª instância, da 4ª Vara Federal de Niterói, que suspendeu provisoriamente na noite de segunda-feira (8) a posse da deputada.

Ao recorrer ao TRF-2, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que a decisão do juiz federal gerará uma grave lesão à ordem pública e à ordem administrativa, e que ela interfere na separação de poderes.

Temer disse que não aceitou o nome do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), primeiro indicado pelo partido, por sua ligação com o governador Flávio Dino (PCdoB), que, segundo ele, mantém o retrato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) na parede. A defesa da deputada apresentou, em seguida, agravo de instrumento contra a decisão do tribunal, mas o recurso também foi negado por outro desembargador.

O pedido de suspensão da posse tinha sido encaminhado por um grupo de advogados do Rio. A entidade diz que a nomeação de Cristiane Brasil "ofende a moralidade administrativa".

Segundo a reportagem apurou, durante reunião na terça entre Temer e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que é pai de Cristiane, não se discutiu a substituição do nome da deputada.

A questão envolvendo os processos trabalhistas contra Cristiane surgiu a partir de denúncias sobre dívidas suas com ex-funcionários.

A escolha do novo ministro do Trabalho já se arrasta por mais de 10 dias.

O motorista trabalhou para Cristiane entre junho de 2014 e dezembro de 2015, mas não teve a carteira assinada.

"Depois do susto, a gente ponderou e acabou aceitando".

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