Macron lembra a Trump 'importância do respeito' ao acuerdo nuclear iraniano

Macron lembra a Trump 'importância do respeito' ao acuerdo nuclear iraniano

Os manifestantes criticavam a falta de firmeza da UE perante Teerão numa conjuntura em que este reprimiu manifestações entre o final de dezembro e os primeiros dias de janeiro contra o aumento do custo de vida e a corrupção.

Prazo - O Congresso dos EUA exige que o presidente certifique periodicamente o cumprimento do Irã e emita uma autorização para permitir que sanções norte-americanas permaneçam suspensas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou durante uma conversa telefônica com o presidente americano Donald Trump "a importância" do "respeito por todos seus signatários" do acordo nuclear com o Irã, informou nesta quinta-feira (11) o palácio do Eliseu. Uma decisão de retirar o alívio colocaria efetivamente um fim ao acordo que limita o programa nuclear iraniano. O objetivo é garantir que a UE está firmemente empenhada na prossecução do acordo, desde que Teerão mantenha também a adesão aos critérios estabelecidos, enviando assim importante mensagem a Washington.

O secretário das relações exteriores britânico, Boris Johnson, também disse que o acordo é forma do Irão mostrar que é um "bom vizinho na região". Mas os planos da Boeing foram congelados devido à oposição de Trump ao acordo.

O Irã diz que seu programa nuclear é somente para propósitos pacíficos. "Levou a sua política a tal extremo que mesmo os seus parceiros desconfiam dela", sublinhou o MNE iraniano. "A comunidade internacional deve preparar-se para a possível saída dos EUA", disse na segunda-feira.

Ela também enfatizou que o acordo, como um documento multilateral aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, é chave no sistema global de não-proliferação nuclear e é crucial para a segurança regional e do continente europeu. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou em seus nove relatórios que o Irã tem honrado seus compromissos nos termos do acordo.

Javad Zarif chegará a Bruxelas proveniente de Moscovo, onde manteve contactos com o seu homólogo Serguei Lavrov, tendo este expressado o apoio russo ao Irão. E, sinal da crescente tensão com o Irão, anunciou para meados de 2019 o fim da construção de um muro ao longo dos 144 quilómetros de fronteira comum com este país.

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