Kodak ressurge das cinzas no ramo das criptomoedas

Kodak ressurge das cinzas no ramo das criptomoedas

É o frenesi da vez.

As acções da Kodak subiram quase 120% depois de a empresa mostrar um aparelho para gerar bitcoins na CES (o KashMiner), e anunciar a sua própria moeda virtual, a KodakCoin.

A Kodak pretende criar uma nova economia para os fotógrafos poderem receber pagamentos e vender o seu trabalho através de uma plataforma segura. A ideia é que eles ganhem maior controle sobre a gestão de seus direitos autorais.

- É importante que fotógrafos saibam que o trabalho e a renda deles é cuidado com segurança e confiança, o que é exatamente o que fizemos com a KodakCoin - afirmou Jan Denecke, diretor executivo da Wenn Digital, empresa com a qual a Kodak fez parceria para lançar a moeda.

A KodakCoin vai ter uma oferta inicial (Initial Coin Offering, em inglês) no próximo dia 31 de janeiro e vai seguir as regras da SEC, a comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos. A intenção é criar uma nova linha de máquinas de mineração de bitcoins que possam ser alugadas ao público em um contrato de dois anos por US$ 3,4 mil. A pessoa que alugar uma receberia metade dos bitcoins gerados no período, o que, segundo a Kodak, seria o equivalente a US$ 375 por mês ou US$ 9 mil ao final do contrato. No modelo das moedas digitais, a dificuldade para a mineração de novas moedas aumenta na mesma medida da capacidade de processamento da rede - quanto mais gente minerando bitcoins, mais difícil a atividade se torna.

De toda forma, os anúncios surpreenderam. A empresa ficou famosa por reinvenções, mas também por não se reinventar no tempo certo. Foi destruída pelas concorrentes e entrou com pedido de falência, mas se recuperou em 2013.

Nota: falar de criptomoedas não é incentivar à sua compra nem dar garantias da sua rentabilidade.

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