Intel esclarece problemas de segurança dos processadores

Intel esclarece problemas de segurança dos processadores

Empresas de tecnologia que usam chips da Intel estão correndo contra o relógio para proteger seus usuários depois da divulgação de que seus produtos estão vulneráveis a ataques e roubos de dados confidenciais.

"Com base em análises realizadas até esta data" foi constatado "que muitos tipos de dispositivos informáticos - como processadores e sistemas operacionais de diversos provedores - são suscetíveis a estes defeitos", admitiu a Intel em seu comunicado. Além disso, os laptops com processador Intel "nos kernels 3.18 e 4.4 estão corrigidos com o Kernel Page Table Isolation (KPTI) no Chrome OS 63 e acima".

Ainda assim, o sistema recebeu uma atualização de segurança, distribuído para as fabricantes em dezembro de 2017.

O Amazon Web Services, serviço de computação em nuvem usado pelas empresas, disse que a maioria dos servidores de internet afetados já foi resolvida e o resto estava em processo de correção. O usuário pode ser obrigado a trocar para um dispositivo com um chip diferente ou confiar nas atualizações a serem lançadas. E uma das empresas que já se encontra a disponibilizar uma correção para a falha é a Microsoft.

Durante a conferência de imprensa, a Microsoft declinou comentar como irá proceder, embora seja expectável que lance as suas próprias correcções em breve.

Até ao momento, não é certo que a Intel enfrente qualquer responsabilidade financeira como consequência desta situação.

Ainda segundo a Intel, o problema já era sabido pelas fabricantes de processadores e seria exposto ao público na semana que vem, quando as atualizações fossem lançadas. Assim, hackers podem ler a memória de computadores e roubar senhas dos usuários.

ARM confirmou à AFP que trabalha com a Intel e AMD para resolver o problema, que em alguns casos e apenas para alguns modelos de chips poderia, "na pior das hipóteses, permitir o acesso a pequenas quantidades de informações".

Daniel Gruss, um dos pesquisadores da Graz University of Technology, que descobriu Meltdown, chamou-o de "provavelmente um dos piores bugs da CPU já encontrados".

O problema pode ser ainda maior se hackers explorarem a vulnerabilidade em serviços de computação em nuvem, afirmou o pesquisador Paul Kocher, presidente e cientista-chefe de uma divisão da empresa de segurança Rambus ao jornal "New York Times".

As falhas foram relatadas pela primeira vez pela publicação de tecnologia The Register. Contudo, segundo especialistas, as atualizações podem resultar em perda de desempenho de processamento dos processadores. A Intel negou que os remendos atinjam computadores baseados em chips da companhia.

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