Inflação fecha 2017 em 2,95%, abaixo do limite da meta

Inflação fecha 2017 em 2,95%, abaixo do limite da meta

O resultado de 2017 também ficou abaixo do limite inferior de 3% da meta de inflação estipulada pelo governo. Em todos estes casos a inflação havia ficado acima do teto do intervalo da meta.

A inflação nacional é a menor desde 1998 e está abaixo do piso da meta fixada pelo governo, de 3%.

De um lado, o aumento de 30% da safra reduziu em 1,87% o preço dos alimentos, já que eles têm o maior peso no cálculo do índice e respondem por 25% das despesas das famílias brasileiras.

Segundo o Banco Central, a inflação do subgrupo alimentação no domicílio fechou 2017 com deflação (recuo de preços) de 4,85%, a maior para esses itens desde o início da série histórica do IPCA, em 1989.

Além da inflação baixa não ter sido sinônimo de folga no orçamento doméstico, ela também indica o quanto falta para a economia de fato se recuperar. Em 2015, o CMN tinha fixado a meta de inflação para 2017 em 4,5%, com 1,5 ponto percentual de tolerância, o que permitiria o índice ficar entre 3% e 6%. Ele, no entanto, disse que o câmbio não é o principal instrumento de controle da inflação, mas sim, os juros básicos.

Sobre a possibilidade de a inflação subir por causa de uma alta do dólar motivada pelas tensões eleitorais, Goldfajn afirmou que o BC está preparado para agir por meio da venda de divisas no mercado futuro, em operações conhecidas como swaps cambiais, para segurar a cotação no caso de turbulências no mercado financeiro.

Para 2018, o BC informou que continuará a nivelar a taxa Selic (juros básicos da economia) para cumprir as metas de inflação estabelecidas pelo CMN.

O sistema de metas foi criado em 1999 e quando o País não consegue cumprir a meta anual, seja com a inflação acima ou abaixo do limite, o presidente do Banco Central precisa enviar uma carta aberta ao ministro da Fazenda para explicar o motivo pelo qual não foi cumprida.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, dividiu a atuação da autoridade monetária com relação à inflação de 2017 em dois momentos e destacou a necessidade inicial de reancorar as expectativas para o IPCA. Na última pesquisa que mostrava as previsões para 2017, a inflação estava em 2,79%. Ao excluir os alimentos, o índice teria encerrado o ano passado em 4,54%, próximo do centro da meta. Em novembro, a inflação oficial foi de 0,28%.

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